segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

PISO SALARIAL DOS PROFESSORES

Reajuste do piso nacional dos professores pode ficar entre 12% e 14%

Em seu discurso de posse, novo ministro disse que é hora do Brasil trabalhar pela educação
    Do R7
O ministro se comprometeu, também, a cumprir outras metas determinadas pelo PNEElza Fiúza/02.01.2015/Agência Brasil
O novo ministro da Educação, Cid Gomes, deve dar uma boa notícia aos profissionais do magistério na segunda semana de janeiro ao anunciar um aumento entre 12% e 14% no piso salarial docente. A informação foi antecipada pela coluna Painel do jornal Folha de S.Paulo, assinada por Vera Magalhães.
Cid, que tomou posse na última sexta-feira (2), após a presidente dizer em seu discurso que a educação será "a prioridade das prioridades" em seu novo governo, também defendeu a criação de um currículo nacional único para os ensinos fundamental e médio.
O ministro se comprometeu a cumprir outras metas determinadas pelo PNE (Plano Nacional de Educação), lei federal aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidente Dilma em junho de 2014.
Em seu discurso de posse, ele disse que após os programas de combate à fome e desigualdade, como Fome Zero, Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, é hora de o Brasil trabalhar pela "inclusão pelo saber" com a educação.
Fonte: R7

domingo, 4 de janeiro de 2015

O FEITIÇO CONTRA O SENADOR

Aécio pode enfrentar enxurrada de CPIs em Minas Gerais


O ano de 2015 promete ser o início de uma forte dor de cabeça para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Várias Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) estão na mira da antiga oposição da Assembleia Legislativa para investigar tanto a gestão do parlamentar mineiro, que governou Minas de 2003 a 2010, como a do seu correligionário e sucessor, Antonio Anastasia, eleito senador neste ano.
"Durante esses 12 anos de governo (do PSDB) em Minas, a oposição foi impedida de instalar CPIs. Havia boicotes", dispara o deputado estadual Rogério Correia (PT), reeleito para o seu quarto mandato na Assembleia de Minas Gerais, com 72.413 votos.
A CPI de Repasses Educacionais é uma das que estão na lista dos antigos oposicionistas, que agora compõem a base aliada do governador eleito de Minas, o ex-ministro Fernando Pimentel (PT). Com base em cálculos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado afirma que há uma defasagem de R$ 8 bilhões em recursos que deveriam de sido aplicados na área nos 12 anos de governo tucano em Minas. "Jamais aplicaram o mínimo de 25% como determina a legislação", diz Correia. Segundo o parlamentar, se for instalada, a CPI da Saúde também investigará uma defasagem em torno de R$ 8 bilhões no setor.
Outra CPI envolve um parente de Aécio, conforme o deputado, a da Construção da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, sede do governo mineiro, entregue em 2010. O deputado informa que a obra teve um custo de R$ 600 milhões, porém a despesa final alcançou R$ 1,2 bilhão, o dobro do valor inicial.
De acordo com o petista, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) foi a responsável pela obra, que era presidida por um parente de Aécio chamado Oswaldo Borges da Costa. "Ele preside a Codemig desde que Aécio entrou (no governo)", complementa. Ainda referindo-se à Codemig, o parlamentar afirma que será investigada a extração de um minério conhecido como Nóbio feita sem licitação.
CPIs do Mineirão e Cemig
Nem mesmo o Mineirão, um dos estádios-sede da Copa do Mundo ficou de fora da lista de CPIs por parte dos antigos oposicionistas. Correia diz que, segundo o contrato entre o governo mineiro e o consórcio Minas Arena, responsável pelo gerenciamento do estádio, o consórcio deve atingir um lucro de R$ 7 milhões com a manutenção da arena.
"No ano passado (2014), o governo desembolsou cerca de R$ 50 milhões só para o lucro do consórcio. Tira dinheiro público para sustentar o lucro da empresa", denuncia o parlamentar. O deputado aponta, ainda, superfaturamento nas obras.
Em relação à Companhia Energética de Minas Gerias (Cemig), Correia afrima que atualmente a empresa é controlada pela Andrade Gutierrez (a mesma envolvida na Operação Lava Jato, da Polícia Federal). "A Andrade, embora tenha participação minoritária, tem um mando, no mínimo, estranho", complementa.
Rádio Arco-Íris e IPSEMG
Outra CPI citada pelo deputado, que pode ser instalada, é a das Verbas Publicitárias. Parlamentares da Assembleia de Minas pretendem investigar a doação de verba publicitária para a Rádio Arco-Íris, da qual Aécio é proprietário, bem como sua irmã, Andrea Neves. Vale ressaltar que, em 2012, o Ministério Público (MP-MG) instaurou um inquérito civil com o objetivo de apurar os repasses feitos ao veículo entre 2003 e 2010.
A ligação de Aécio com a emissora veio à tona em abril de 2011, quando o senador mineiro se recusou a fazer o testo do bafômetro depois de ser parado em uma blitz da Lei Seca noRio de Janeiro. O parlamentar, que foi multado em R$ 1.149,24, teve a carteira de habilitação (vencida) apreendida.
O senador tucano dirigia uma Land Rover de placa HMA-1003, comprado em novembro de 2010 em nome da emissora, detentora de uma franquia da Rádio Jovem Pan FM em Belo Horizonte.
Em nota, a assessoria de Aécio negou que a rádio tenha recebido patrocínios durante a gestão do tucano. De acordo com a assessoria do senador, foram utilizados critérios técnicos na escolha das rádios que receberiam verbas publicitárias e negou interferência de Andrea no direcionamento de recursos - ela foi coordenadora do Núcleo Gestor de Comunicação Social do Executivo, órgão responsável por controlar gastos do governo com comunicação.
O deputado do PT menciona, também, o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG) como um dos possíveis alvos de investigações. Sem maiores detalhes, Correia diz que recursos foram retirados do instituto para o caixa único do governo. O valor seria cerca de R$ 250 milhões.
Em novembro passado, o governo mineiro informou, em nota, que o decreto referente à medida “apenas” regulamenta a transferência dos recursos de uma conta bancária para outra, e comprometerá o orçamento destinado à assistência médica dos servidores por meio do Ipsemg. “O dinheiro do Ipsemg é o único, dentre os órgãos públicos, que não está no caixa único do Estado. O decreto apenas regulamenta a transferência do dinheiro, que será feita aos poucos".
Conforme a nota, o caixa único pode aumentar os rendimentos dos recursos do instituto de previdência dos servidores. “O caixa único do Estado tem mais dinheiro do que o fundo usado para a assistência médica. Dessa forma, os rendimentos são maiores também, o que pode garantir mais dinheiro para o Ipsemg e mais benefícios para o servidor”.
Aeroporto de Claudio
Talvez o caso mais conhecido acerca de possíveis investigações contra Aécio, o aeroporto de Claudio, município do interior mineiro. Conforme denúncia da Folha, em matéria publicada em julho do ano passado, o tucano cometeu ato de improbidade administrativa ao utilizar R$ 14 milhões de recursos públicos para construir um aeroporto, em uma área desapropriada que pertencia ao seu tio-avô.
Também no mês de julho, em artigo enviado para a Folha, Aécio afirmou que, "se algum equívoco houve, certamente eu posso reconhecer e não ter me preocupado em examinar em que estágio o processo de homologação está". "Este é um equívoco e eu quero reconhecer. O MP-MG abriu investigação sobre o caso.
O parlamentar informa que o início dos trabalhos e a ordem das instalações das CPIs na Assembleia ainda serão definidos.
Ataques a Aécio
Questionado sobre a atuação de Aécio durante a campanha presidencial, o deputado Rogério Correia foi taxativo: "Minas derrotou Aécio. Isso diz tudo. Mostrou ao Brasil que onde ele governava não se confia, tanto do ponto de vista moral e ético como administrativo", alfinetou. No primeiro turno da eleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio em Minas por 43% dos votos válidos contra 39% do senador. No segundo turno, a petista também ficou na frente (52,41% a 47,49%). 
"É um senador nota zero", cutuca o deputado, em referência à nota da revista Veja atribuída ao senador (veja aqui). Ao explicar a nota dada ao tucano, a revista disse que o senador foi afetado pela campanha presidencial, que teria provocado seu afastamento das atividades parlamentares (confira aqui). "A pior revista do Brasil dá nota zero ao pior senador", acrescenta Correia.
Para o deputado, Aécio "se sustentou no antipetismo". "Se não fosse isso, ele teria tomada uma 'balaiada' da Dilma", afirma Correia. Dilma venceu a eleição, em segundo turno, por 51,64% a 48,36%. "Com a vitória de (Fernando) Pimentel, vamos mostrar o que de fato foi governo Aécio em Minas".
Aécio tenta conter debandada de aliados em MG 
As missões do senador Aécio Neves (PSDB) para 2015 não se mostram nada fáceis. O presidente nacional do PSDB precisa se reconstruir após a derrota para a presidente Dilma Rousseff (PT), definir uma nova linha de oposição no Congresso, enfrentar os embates internos do PSDB para 2018 e, por fim, se esquivar das CPIs em Minas Gerais e evitar a debandada de aliados no Estado em que governou por oito anos.
O governo de Fernando Pimentel (PT) estabelece um marco na política mineira após mais de uma década de comando dos tucanos. Partidos que até pouco tempo integravam a base aliada de Aécio e lhe sustentavam politicamente agora mudam de lado e apoiam o petista.
Aécio começou a força-tarefa para evitar o esvaziamento em Minas, mas o trabalho é duro. "O Aécio tem meu respeito, minha admiração e é meu candidato (à Presidência) em 2018. Mas aqui (em Minas) é outra história", disse o deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT) ao Estadão.
"O PDT não tem nada a ver com as posições do PSDB. Tomamos uma decisão interna e vamos construir um bloco parlamentar independente. A postura do bloco não será atrapalhar o governo", explica.
O PMDB, por exemplo, que é aliado de Pimentel, já dá como certo o apoio do PSD e PV. "Grande parte do PSD também virá. Alguns deputados podem não vir e podem espernear do jeito que quiserem. Mas grande parte vem conosco", disse o vice-governador Antônio Andrade (PMDB).
Fonte: Jornal do Brasil

EMPREGOS

CONCURSO PÚBLICO

Governo Federal abrirá quase 29 mil cargos públicos em 2015

FolhaPress | 12h55 | 04.01.2015

13.974 vagas são para o Poder Executivo, Banco Central, Receita Federal, Ministério da Fazenda e INSS.



Concurso
As incrições poderão ser realizadas até o dia 13 de fevereiro
FOTO: ARQUIVO DN
Este ano pode ser promissor para quem deseja conseguir um trabalho no setor público. A expectativa é que haja mais vagas em 2015, porque em 2014 foram realizados concursos com índice menor de postos oferecidos -o maior teve cerca de 700, em um total de 20 mil criados. A LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2015 prevê a criação de 28.957 cargos, fora as vagas de reposição, em caso de aposentadoria ou demissão do servidor.
Desse total, 13.974 são para o Poder Executivo, Banco Central, Receita Federal, Ministério da Fazenda e INSS. Outras cerca de 15 mil vagas são para a área de Justiça, como tribunais (9.177), Defensoria Pública(3.897) e Ministério Público da União(1.879).
Entretanto, a concorrência também deve aumentar, em razão do quadro de estagnação econômica. "Quando a economia dá sinais de problemas, é normal que as pessoas se voltem para a carreira pública. Então, 2015 será um ano com muitos concursos, mas também com muitos concorrentes", diz Marco Antônio Araújo Jr., vice-presidente do Damásio Educacional e presidente da Anpac (Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos).
Para ele, a expectativa de cortes de gastos do governo federal não deve influenciar o quadro. "É um discurso padrão porque vagas públicas são sempre motivo de discórdia com a população, mas é algo que efetivamente é difícil de ser cortado. No máximo, o número de vagas previstas pode diminuir", opina.
Entre as provas mais aguardadas estão as da Receita Federal, que deverá oferecer 2.000 vagas de nível superior com salários entre R$ 9.172 e R$ 15.339. No ano passado, o órgão abriu concurso para vagas de nível médio com apenas 278 vagas.
O INSS também terá número de oportunidades recorde: serão quase 5.000 com opções para nível médio e superior com remuneração inicial de R$ 4.401 a R$ 10.057. Essa previsão de vagas pode sofrer alterações, mas a expectativa é que cada um desses concursos tenha 1,5 milhão de inscritos.
Estratégia
"É comum que os candidatos optem por cargos com menor concorrência e salário um pouco mais baixo, para poderem já conseguir uma vaga no setor público e terem mais tempo de estudar para as vagas mais concorridas", diz Evandro Guedes, presidente-executivo do site de aulas on-line Alfacon.
Dentro dessa meta, quem quer concorrer a um cargo de nível médio pode buscar as provas do IBGE, que terá mil para técnico em informações geográficas e estatísticas, com remuneração de R$ 3.000, ou optar pela vaga que exige ensino superior, de analista e tecnologista, com salário de R$ 7.000.
Foi apostando em cargos mais baixos que a técnica judiciária Jackeline Campos, 36, conseguiu abrir a primeira porta na carreira pública. Ela trabalhou como técnica e analista no Tribunal de Justiça de Pernambuco e é servidora pública da Justiça Federal de São Paulo há três anos.
No entanto, ela segue estudando para tentar uma vaga de magistratura. "Estudar tem um custo alto: são inscrições caras, livros, cursos, viagens para fazer prova, então precisava de recursos para me manter. Hoje parte de minha remuneração é para custear meu sonho", diz.
Fonte: Diário do Nordeste

SEM DINHEIRO!

PREFEITURAS

Corte de receitas alerta prefeitos para paralisação de obras em 2015

04.01.2015

Gestores da região temem pelo contingenciamento de repasses federais para construções públicas

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Serviços na rede de drenagem estão parados em diversos pontos de Juazeiro Fotos: Roberto Crispim
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A falta de recursos afetou, em 2014, especialmente, os serviços de infraestrutura. Com o contingenciamento de receitas, a expectativa de prefeitos da região do Cariri é que o problema se agrave neste ano
Juazeiro do Norte. A crise vivenciada pelos municípios no ano passado deverá se repetir nos primeiros meses deste ano. Redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), dívidas atrasadas com precatórios, INSS e outras obrigações tributárias, além da falta de recursos para serem utilizados como contrapartida na construção de obras de infraestrutura desenvolvidas por meio de parcerias com os governos Federal e Estadual tornam a alarmar as prefeituras cearenses. Pelo menos, essa é a perspectiva de gestores municipais na região do Cariri, que começam o ano preocupados com a possibilidade de déficit financeiro para realização de ações em diferentes áreas da administração pública.
Setores como saúde, educação, infraestrutura e assistência social, na avaliação dos prefeitos, deverão enfrentar maiores dificuldades orçamentárias durante o primeiro semestre de 2015. Alguns gestores, inclusive, acreditam que nem mesmo o aumento de 0,5% no FPM, que vigorará a partir do próximo mês de julho, diminuirá os problemas a serem enfrentados pelos municípios durante o ano que está apenas começando. Muitos deles já anunciam reformas administrativas e cortes de gastos. Para diminuir despesas, enxugamento nas folhas de pagamentos, pro meio da dispensa de contratos temporários e cargos de confiança, não são descartados.
O prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macêdo, avaliou que o município poderá enfrentar sérias dificuldades neste ano por conta da possibilidade de uma nova crise nos cofres das prefeituras. "Não tem dinheiro em Brasília. O governo federal está quebrado, essa é que é a realidade. Isso vai refletir nos municípios, como aconteceu no ano passado. Eu acho até que neste ano vai ser de maior dificuldade. Muitos prefeitos vão ter problemas por conta da falta de recurso para a realização de obras e manutenção de programas", disse.
Preocupação
Macêdo reclama que as deficiências que poderiam ser solucionadas a partir de maior apoio do governo Federal, principalmente nos setores de infraestrutura e saúde, continuarão acontecendo por conta da possibilidade de déficit financeiro. "Nós encerramos o ano de 2014 com o Ministério da Saúde devendo recursos para o nosso município. Não recebemos nenhum repasse de verbas para manutenção dos ambulatórios e outras finalidades da área de atendimento hospitalar durante os meses de novembro e dezembro", ressaltou.
O prefeito de Brejo Santo, Guilherme Landim, é outro que acredita que o ano de 2015 não deverá apresentar mais desafios com relação às questões financeiras. O gestor também anunciou que fará corte de despesas e que não descarta a possibilidade do enxugamento da folha de pagamento e a realização de uma pequena reforma no organograma administrativo municipal.
"Vai ser um ano muito difícil para os municípios. Minha preocupação, inclusive, é com as obras de responsabilidade dos governos do Estado e Federal em andamento", observou.
Em Barro, a preocupação do gestor do município, Neneca Tavares, diz respeito à necessidade de manutenção dos investimentos para apoio às comunidades interioranas que sofrem com a escassez do abastecimento hídrico. De acordo com o prefeito, a maioria dos reservatórios apresenta índice insatisfatório para o abastecimento por conta da falta de chuvas nos três últimos anos. O açude dos Prazeres, maior reservatório hídrico da cidade possui atualmente apenas 15% de sua capacidade de armazenamento.
Obrigações
O prefeito de Mauriti, Evanildo Simão, avaliou, no entanto, que indiferente às perspectivas de um início de ano "magro", os gestores possuem a obrigação de economizarem os recursos o máximo possível.
"O aumento do índice de 0,5% no FPM acontecerá em julho deste ano. Mesmo não sendo um percentual na margem esperada, creio que o repasse auxiliará as municipalidades a partir de sua liberação", ponderou.
Mesmo certo das dificuldades que o município atravessará neste ano, o gestor diz manter certa esperança em captar recursos para serem investidos.
O gargalo é o contingenciamento para investimentos. "Estou confiante que por meio da apresentação de bons projetos conseguiremos recursos na área de investimentos a partir do fim do mês de julho, começo do mês de agosto. Já em relação às verbas para custeio, não acredito que haja liberação de recursos para o setor", disse.
Roberto Crispim
Colaborador

Fonte: Diário do Nordeste

NA MIRA DA INFLAÇÃO

Vítima do custo de vida...



Fonte: Diário do Nordeste

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

PISO SALARIAL DOS PROFESSORES

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Piso nacional da Educação terá reajuste, afirma Cid Gomes


A principal meta de Cid Gomes como ministro da Educação será o debate sobre uma revisão da grade curricular do ensino médio

Aproveitando-se de que a Lei 11.738 (de 2008) determina o reajuste anual para o piso nacional dos professores no mês de janeiro, o novo ministro da Educação, Cid Gomes, afirmou ao Estado que o primeiro ato dele à frente da pasta será o anúncio do novo salário. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) estima que será de 13,1%, o que elevaria o piso dos atuais R$ 1.697,00 para R$ 1.917,30. Tanto a CNM quanto alguns governadores estaduais, como Tarso Genro (PT), do Rio Grande do Sul, que deixará o governo, reclamam do piso.
O porcentual do reajuste, no entanto, ainda não foi fechado. Os técnicos do Ministério da Fazenda e do MEC estão fazendo os cálculos dos valores que deverão ser anunciados por Cid Gomes. Como o reajuste é determinado por lei, não há como a nova equipe econômica tentar evitá-lo. Calcula-se que os cortes no Orçamento da União e o ajuste fiscal para o ano que vem ficarão em torno de R$ 100 bilhões.
Depois de anunciar o piso, Cid Gomes divulgará na segunda semana de sua gestão o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em seguida, fará o anúncio da abertura das matrículas para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Enem. O calendário de eventos do novo ministro foi acertado na segunda-feira com o ministro Henrique Paim, que deixa o cargo hoje.
De saída do governo do Ceará e de mudança para Brasília, Cid Gomes destaca como principal meta como ministro da Educação o debate sobre uma revisão da grade curricular do ensino médio. "Não será um currículo para todo o Brasil, mas vai procurar respeitar as questões regionais", ressaltou. A ideia, entretanto já vem sendo trabalhada pelo ministro Henrique Paim, um dos defensores da flexibilidade do currículo de modo que o estudante não precise repetir o ano toda vez que for reprovado por uma ou duas disciplinas. No cerne das discussões dentro do governo está a tentativa de se evitar a evasão escolar.
Alfabetização
O futuro ministro da Educação, que toma posse amanhã, também defendeu a redução do período de alfabetização. "Acredito que a alfabetização pode ser feita até os 7 anos e não 8, como é hoje." No encontro que teve com a presidente Dilma Rousseff no início do mês, quando foi convidado para o Ministério da Educação, a petista reforçou o pedido de atenção à ampliação da oferta de vagas em tempo integral em todo o País.
Na campanha eleitoral deste ano, a então candidata à reeleição pelo PT prometeu que a rede de educação em tempo integral vai atingir 20% das vagas na rede pública até 2018. Sobre outra promessa de Dilma, a criação de creches, Cid Gomes considerou que ela deverá ser cumprida até 2017. "Já foram contratadas 6.180 creches. Acho que dá para concluí-las nos dois primeiros anos", afirmou.
Sem partidarismo
Ao falar sobre a divisão dos ministérios entre os partidos, Cid Gomes considerou que não foi convidado pelo fato de ser um dos principais expoentes do Pros, mas pelo perfil de gestor. "Na medida que aceitei o convite para assumir um ministério técnico, vou me abster de fazer comentários políticos. Mas fui convidado pela presidente, que tem lá suas preferências. Não foi por causa do Pros, que é muito pequeno. Não fui escolhido por uma questão partidária", disse.
Agência Estado

ANO NOVO; CONTA NOVA

Sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz entra em vigor

1/1/2015 13:25
Por Redação, com ABr - de Brasília

A partir desta quinta-feira, as contas de luz terão uma cobrança extra como consequência do uso, pelas distribuidoras da energia, das termelétricas, que produzem energia mais cara. Nesta data, começa a vigorar o sistema de bandeiras tarifárias, que vai adicionar um valor na tarifa de acordo com a necessidade do consumo dessa energia.
luz
Com o sistema de bandeiras tarifárias, os consumidores vão pagar mensalmente o custo extra do uso de energia térmica
Já no primeiro mês de cobrança, os consumidores receberão suas contas com a bandeira vermelha. Isso vale para os quatro subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN), o que significa um acréscimo de R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, exceto para os estados do Amazonas, Amapá e de Roraima.
No primeiro mês, a cobrança será feita proporcionalmente ao dia de fechamento da fatura de cada cliente. Por exemplo, se uma conta de luz tem o fechamento previsto para o dia 10 de janeiro, será cobrado o valor correspondente à bandeira tarifária apenas sobre os dez dias de janeiro, e os outros 20 dias referentes a dezembro virão com o valor normal.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a mudança não vai implicar custos adicionais para os consumidores. Porque, atualmente, o gasto que as distribuidoras têm com a compra de energia originária das termelétricas, que tem um custo maior do que a gerada pelas usinas hidrelétricas, já é repassado, uma vez por ano, para as contas de luz. Isso sempre ocorre no momento em que a Aneel calcula o reajuste das tarifas de cada distribuidora.
Com o sistema de bandeiras tarifárias, os consumidores vão pagar mensalmente o custo extra do uso de energia térmica, e a receita que as distribuidoras tiverem com o pagamento será descontada na hora de calcular o reajuste tarifário de cada empresa, resultando em aumentos anuais menores.
As bandeiras vão funcionar como um semáforo de trânsito – com as cores verde, amarela e vermelha – para indicar as condições de geração de energia no país. Por exemplo, quando a conta de luz vier com a bandeira verde, significa que os custos para gerar energia naquele mês foram baixos, portanto, a tarifa de energia não terá acréscimo.
Se vier com a bandeira amarela, é sinal de atenção, pois os custos de geração estão aumentando. Nesse caso, a tarifa de energia terá acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha mostra que o custo da geração naquele mês está mais alto, com o maior acionamento de termelétricas, e haverá um adicional de R$ 3 a cada 100 kWh.
A cobrança pelo sistema de bandeiras tarifárias vai ser dividida por subsistemas, o que quer dizer que os consumidores de estados do Sul podem pagar um valor diferente daqueles que moram mais ao Norte do país. No entanto, a bandeira aplicada mensalmente será a mesma para todas as distribuidoras de cada subsistema.
Além de repassar os custos extras das distribuidoras aos consumidores, a medida deverá servir como um estímulo para que o consumo de energia seja reduzido. Para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, as bandeiras tarifárias são um regime de advertência. “Cada consumidor fará o que bem entender, se ele quiser desconhecer essa advertência, poderá ir em frente, mas vai pagar a mais por isso”, disse.
Fonte: Correio do Brasil