sexta-feira, 5 de julho de 2013

FOLHA GORDA!


Prefeitos ignoram crise, incham folha de pessoal com comissionados e priorizam parentes

Uma das principais reclamações dos gestores, é com as quedas do FPM, mas os gastos com pessoal sobem mês a mês no primeiro semestre, com destaque para os comissionados
Foto: Internet
Centro da cidade de Alhandra
Prefeitos de todo o país estão se mobilizando para a 16ª Marcha à Brasília em Defesa dos Municípios, que ocorre entre os dias 8 e 11 próximos, e este ano tem como tema 'O Desequilíbrio Federativo e a Crise nos Municípios'. A principal queixa dos prefeitos é a constante redução de repasses do Governo Federal. Um levantamento por amostragem no Sagres (ferramenta do TCE-PB que disponibiliza informações oficiais da contabilidade das gestões) revela que os atuais prefeitos incharam a folha de pessoal com comissionados e contratados por 'excepcional interesse público', que justificam a temporalidade no serviço público com a necessidade concurso.   

Com 223 municípios, o estado da Paraíba tem vários casos de inchaço na folha no primeiro semestre das atuais gestões. Distante 323 quilômetros da Capital, o município do Sertão paraibano tem o prefeito Júlio César de Medeiros Batista investigado por contratar vários prestadores de serviço de forma considerada irregular pelo Ministério Público, conforme apresentado na denúncia recebida pelo Pleno do Tribunal de Justiça. A decisão ocorreu sob a relatoria do juiz convocado Marcos William de Oliveira, que não decretou a prisão preventiva nem o afastamento do administrador.

De janeiro a abril deste ano, as receitas de Quixaba somaram R$ 3,1 milhões. Em janeiro era de R$ 852 mil e 739. Caiu para R$ 683 mil e 86 em abril. As despesas pularam de R$ 330 mil no início do ano para R$ 578 mil e 689 em abril. O município, contudo, economizou nas despesas gerais do período, alcançando R$ 1 milhão e 849 mil pagos. 

Agora, quando se examina os gastos com pessoal pela Prefeitura de Quixaba, o desequilíbrio fica latente. Em janeiro, foram gastos R$ 191,1 mil com pessoal, com 167 servidores. Em abril essas despesas subiram para R$ 210,4 mil, para pagar 190 servidores. Houve um crescimento de 12,2% no número de servidores. No total, a folha de custou R$ 834,2 mil aos quixabenses. 

No mesmo município, em janeiro eram 133 efetivos (com custo de R$ 153.216,44) e 30 comissionados (R$ 35.973,84). Em abril continuou com o mesmo número de efetivos, com o mesmo valor pago,  mas aumentou para 52 comissionados (que consumiram R$ 55.111,21 da folha) e mais dois contratados por 'excepcional interesse público', que receberam juntos R$ 1.356. Somente nos comissionados, houve um aumento de 57,6%. 

Uma das principais reclamações do prefeitos, é com as quedas do Fundo de Participação dos Municípios. Um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) calcula em cerca de R$ 27 milhões as perdas de recursos das prefeituras paraibanas com a isenção do IPI na venda de veículos.“Tudo isso vai mexendo na estrutura das prefeituras. A capacidade de investimento se reduz e obras são comprometidas”, lamentou Buba Germano, presidente da Federação dos Municípios da Paraíba.

Realidade aumentada
O crescimento da folha de pessoal também é realidade dos municípios de grande porte da Paraíba. Segundo dados extraídos do Sagres do Tribunal de Contas do Estado, de janeiro até abril de 2013, a Prefeitura de Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa,  contratou 1.271 servidores, passando de 2.599 servidores no início do ano, para 3.870 servidores só no mês de abril. Ainda segundo o Sagres, em janeiro o gasto com pessoal era de R$ 4.068.230,82. Em abril de 2013, esses pagamentos atingiram R$ 5.684.906.0.

Nesse período, no entanto, a prefeitura de Bayeux não realizou concurso público e nem convocou concursados aprovados em certames realizados nas gestões anteriores. Todas as contratações teriam sido por excepcional interesse público.

Agregados na folha

Em Alhandra, no Litoral Sul, as receitas de janeiro a abril somam R$ 17,7 milhões. No primeiro mês do ano elas chegaram a R$ 4,3 milhões e em abril a R$ 4,1 milhões. As despesas subiram, de janeiro (R$ 1,5 milhão) a abril (3,7 milhões), mais de R$ 2 milhões e a acumulada nesse período ficou em pouco mais de R$ 11 milhões. 

O caso de Alhandra chama atenção. Em janeiro eram apenas 70 contratados por 'excepcional interesse público'. Essa forma ce nomeação sem concurso e com fragilidade no vínculo cresceu em 900% em abril, quando a gestão tinha 6334 servidores nessa situação. O número total de servidores do município pulou de 840 em janeiro para 1.415 em abril. Em janeiro eram 670 efetivos e ainda 99 comissionados. Em abril, o número de efetivos caiu para 668 servidores, mas comissionados subiu para 112. O valor da folha de pessoal em abril era de R$ 1, 841 milhão, contra os R$ 890,3 mil pagos em janeiro. 

A gestão do prefeito Marcelo Rodrigues (PMDB) é denunciada ainda pela nomeação de parentes em cargos de primeiro e segundo escalões. Sua esposa, Nadjane Almeida, é secretária de Bem Estar Social; suas cunhada, Mariluce Almeida, é secretária das Finanças, e Josineide Almeida, diretora de tributos de Alhandra. 

A prefeitura do Litoral Sul da Paraíba tem uma Secretaria de Articulação política, que tem como adjunto o genro do prefeito, Márcio Pereira. O sogro de Marcelo, Severino Ramos, é secretário de Agricultura, e a cunhada do seu genro, Albarina Kely, é secretária de Saúde do município.  

O vice-prefeito da cidade, Cal Lucena, emplacou o irmão, Severino Lucena, como secretário de Transporte. Quem responde pela Secretaria da Educação é o vereador licenciado Valfredo (PT),que tem um irmão, Israel José, como secretário de Obras, outro nomeado no setor de Recursos Humanos, o primo Renildo Rodrigues na subsecretaria de Esportes e a cunhada Rosélia (conhecida como “Ló”) na direção da única creche municipal. 

Desde 2008 que o Supremo Tribunal Federal (STF) veda o nepotismo na administração pública. 

Também no Litoral Sul, Caaporã (na região metropolitana de João Pessoa, a 28 quilômetros da Capital) tem um prefeito que já governou a cidade por outras vezes. João Batista Soares é pai do presidente estadual do PT, o ex-deputado Rodrigo Soares. 

As receitas caíram de R$ 4,169 milhões em janeiro (as despesas eram de R$ R$ 2 milhões), para R$ 3,6 milhões em abril, quando os gastos chegaram a R$ R$ 2,5 milhões. No acumulado entre esses meses, a receita chegou a pouco mais de R$ 15 milhões. Neste mesmo período, as despesas chegaram a R$ 11,3 milhões.  

Em janeiro Caaporã tinha 1.482 servidores municipais. Subiu para 1.508 servidores em abril. Eram 1.157 efetivos em janeiro, 123 comissionados e 201 por contratação dentro do 'excepcional interesse público'. A folha era de R$ 1 milhão e 895 mil, para pagar 1.482 servidores. Em abril, o número de efetivos caiu para 1.148 efetivos, mas subiu para 157 comissionados. O número de contratados 'por excepcional interesse público' ficou em 202 servidores. A folha pulou para R$ 2 milhões e 27 mil.   

Na folha de pessoal de Caaporã aparece como secretário das Finanças o sobrinho do prefeito, Fábio Luiz, e como secretário do Meio Ambiente o seu genro, Gleiber.

Imãos

O município de Mari fica na região do Brejo paraibano, a 68 quilômetros da Capital paraibana. No primeiro mês da atual gestão, a receita chegou a R$ 2 milhões e 158 mil e as despesas a R$ R$ 1,2 milhão. A arrecadação chegou a ter uma queda em março, mas retomou seu nível normal em abril, ficando em R$ 2 milhões e 599 mil, contra R$ 1 milhão e 957 mil de despesas.  

A folha de pessoal do município de Mari era de 758 servidores em janeiro e passou para 779 em março. Em janeiro eram 673 efetivos, 33 comissionados, 13 em funções de confiança e 19 por 'contratação de excepcional interesse público'. Em abril eram 681 efetivos, 64 comissionados, 13 em função de confiança e 30 contratados por 'excepcional interesse público'. 

Em Mari, o prefeito Marcos Martins, que voltou ao poder após derrotar o ex-aliado Antônio Gomes, nomeou dois irmãos. Wanderley Martins assumiu a Secretaria das Finanças e a irmã, Margarete Martins, para a Secretaria de Sáude.

Em 2012, o número total de servidores públicos municipais alcançou 6.280.213 servidores, o que representa 3,2% da população do Brasil, segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2012, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2005, 2,6% da população brasileira eram servidores públicos municipais, sendo 94,3% na administração direta e 5,7% na administração indireta. Em 2012, o número de servidores públicos municipais passou a 3,2% da população brasileira, sendo 95,3% na administração direta e 4,7% na indireta. Quanto ao regime de contratação, 62,6% dos servidores municipais eram estatutários, sendo 17,1% sem vínculo permanente, 9,5% pela CLT, 8,5% comissionados e 2,4% estagiários.
Portal Correio

EM TERRA DE SAPO; BARBOSA COM ELES...


Barbosa viaja de graça para assistir a jogo da Copa e filho arruma emprego na Globo

Luciano Huck recebeu o ministro Joaquim Barbosa (de costas) em seu camarote, no Maracanã
O uso de recursos públicos para o pagamento das passagens aéreas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, de ida e volta no trecho Brasília-Rio, não consiste em qualquer irregularidade, segundo afirmou um jurista ao Correio do Brasil, na condição de anonimato. Ainda que ele não tivesse qualquer compromisso oficial na cidade, apenas o desejo de assistir ao jogo entre Brasil e Espanha, no camarote do apresentador da Rede Globo Luciano Huck, no Maracanã, o trânsito entre a Capital Federal e a residência da autoridade, que é no município, franquia-lhe a liberdade para ir e vir neste percurso.
Mas a distância entre o discurso de cunho moralista do presidente do STF e a prática do cidadão Joaquim Barbosa o colocou em xeque perante a opinião pública, logo após a divulgação das notícias de que tanto o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), quando da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), utilizaram-se dos benefícios concedidos ao cargo para cumprir agendas pessoais ou, no mínimo, heterodoxas. Barbosa, que outrora frequentava as redes sociais como uma espécie de “vingador” dos bons costumes e algoz dos ‘mensaleiros’, tem visto sua sua imagem derreter nas últimas horas.
“Joaquim Barbosa também foi pro Maracanã com dinheiro público! Não tem virgem na zona! E o filho vai trabalhar no Caldeirão do Huck”, enxovalhou o cronista José Simão, em seu blog, ao assinalar que o filho de Barbosa, Felipe, foi contratado para trabalhar com o dono do camarote que ele frequenta, em jogos no Maracanã, como lembrou o jornalista Fernando Brito, editor do site Tijolaço: “O Dr. Barbosa é habitué do camarote, no qual já assistiu ao amistoso Brasil e Inglaterra, na reabertura do Maracanã. Afinal, o Dr. Barbosa não é chegado a mordomias”.
Brito acredita que Barbosa “não tenha previsto que ele próprio pudesse ser vítima de uma acusação lançada assim ao país, como fato indominável, sem direito de uma explicação ou análise ponderada. Ou que não creia na famosa cítara jurídica de que a honra é como um baú de penas que, aberto ao vento, não há como reparar. Ou daquela outra, sobre a mulher de César”.
Filho na Globo
Felipe Barbosa, filho do presidente do STF, é formado em comunicação social e entrou para a equipe de produção do programa Caldeirão do Huck, na Rede Globo, conforme publicou a jornalilsta Keila Jimenez, em sua coluna no diário conservador paulistano Folha de S. Paulo Outro Canal, nesta sexta-feira.
“Procurada pela coluna, a Globo e fontes na produção da atração negaram a contratação de Felipe. Disseram que ele foi apenas fazer uma visita ao Projac, no Rio. Mais tarde, a emissora confirmou a contratação”, afirma a jornalista.
– Foi um péssimo momento para o ministro Barbosa usar seus créditos na cota aérea do STF, e pior ainda por ter o filho empregado no programa de TV do apresentador. No primeiro caso, porque o discurso se distancia da prática. E no segundo, a presença do presidente da mais alta corte de Justiça do país no camarote de Luciano Huck sugere a ideia obvia de que ele teria usado de sua influência para arrumar um emprego para o filho na Rede Globo, alvo hoje da suspeita de dever milhões de reais aos cofres públicos, em impostos sonegados. A assessoria do ministro, desta vez, cochilou – disse o jurista ao CdB.
Barbosa acompanhou a partida ao lado do filho Felipe no camarote de Huck. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Supremo informou que apenas o ministro viajou de Brasília ao Rio com as despesas pagas pelo STF. Os voos de ida e de volta ocorreram em aviões de carreira. O Tribunal também confirmou que não havia na agenda de Barbosa nenhum compromisso oficial no Rio durante o final de semana.
O uso desenfreado de recursos da Corte para viagens fora da agenda oficial já foi revelado nos últimos meses. Os ministros têm usado dinheiro do STF para viagens durante o recesso, quando estão de férias, e para levar as mulheres em voos internacionais.
Ao longo dos últimos quatro anos (de 2009 a 2012), o total de recursos públicos gasto em passagens pelos ministros e suas esposas foi de R$ 2,2 milhões, sendo que R$ 1,5 milhão foi usado em viagens internacionais. No período, foram destinados R$ 608 mil para as mulheres de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski – ainda na corte -, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso e Eros Grau – já aposentados.
Barbosa também foi questionado pela reforma do banheiro do seu apartamento funcional, em Brasília, que custou mais de R$ 90 mil.
Correio do Brasil

UM NOVO RENAN?


Presidente do Senado volta atrás e decide pagar despesa com avião da FAB


Serão pagos R$ 32 mil, relativos ao uso da aeronave em 15 de junho entre as cidades de Maceió, Porto Seguro e Brasília.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta sexta-feira (5) que vai ressarcir aos cofres públicos a despesa referente à viagem que fez com sua mulher em avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para ir a uma festa de casamento na Bahia.
De acordo com nota da presidência da Casa, serão pagos "R$ 32 mil - relativos ao uso da aeronave em 15 de junho entre as cidades de Maceió, Porto Seguro e Brasília, objeto de dúvidas levantadas pelo noticiário".
Calheiros recuou de decisão tomada na quinta de não devolver o dinheiro gasto em viagem, num sábado, para participar de casamento da filha de Eduardo Braga (PMDB-AM), líder do governo na Casa. O episódio foi revelado ontem pelo "Painel" da Folha. O presidente do Senado não detalhou o motivo da mudança de posição.
Em nota, a assessoria de imprensa da Presidência da Casa diz ainda que, "sensível à nova agenda e aos novos tempos", o Senado vem fazendo "cortes substanciais de seus custos, eliminando redundâncias e ampliando a transparência e o controle social".
Na quinta, ele alegou em entrevista e nota oficial que foi à festa dentro de "compromisso" como presidente do Senado e, como chefe de Poder, tem direito a usar a aeronave mesmo quando a viagem não é oficial.
O presidente do Senado disse ainda que pretende acionar o Conselho de Transparência e Controle Social da Casa para que ela se posicione sobre assunto, definindo de forma clara em que condições as aeronaves da FAB podem ser usadas por senadores.
Nessa sexta, disse, há uma "zona cinzenta em relação a isso [uso de aeronaves da FAB]. Temos que deixar claro o que é ou não legal". O valor a ser desembolsado será equivalente a despesas de passagem aérea, de ida e volta, entre Maceió (AL) e Porto Seguro (BA).
"Como é uma prática comum, é importante que a partir da transparência se tenha uma resposta positiva", disse.
Criado em abril deste ao, o órgão tem como tarefa tentar tornar as informações do Senado mais transparentes, especialmente aquelas relacionadas a gastos da instituição e dos parlamentares.
Na ocasião, ele convidou para integrar o conselho servidores da Casa e três representantes da sociedade civil: Cláudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil, Maurício Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa e Jorge Abrahão, diretor-presidente do Instituto Ethos.
LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA:
O Senado Federal, sensível à nova agenda e aos novos tempos, vem implementando cortes substanciais de seus custos, eliminando redundâncias e ampliando a transparência e o controle social.
Até aqui, para o biênio 2013/2014, foram economizados mais de R$ 300 milhões com a eliminação de redundâncias, revisão e extinção de contratos, redução de 25% dos cargos comissionados e enxugamento das estruturas internas da Casa.
Paralelamente, a nova direção do Senado Federal ampliou a transparência disponibilizando todas as informações relativas a gastos, contratos e despesas da Instituição. Só não estão disponíveis as informações protegidas pela própria lei.
O Senado Federal é o único a contar com um Conselho de Transparência com representantes da sociedade civil que não deixam dúvidas quanto aos propósitos da Casa de ser referência em controle social.
Desta forma, o senador Renan Calheiros está formalizando consulta ao referido conselho para que se manifeste sobre o uso da aeronave para cargos de representação.
Antecipadamente, o senador está recolhendo aos cofres públicos os valores - R$ 32 mil - relativos ao uso da aeronave em 15 de junho entre as cidades de Maceió, Porto Seguro e Brasília, objeto de dúvidas levantadas pelo noticiário.
O Senado Federal reitera seu compromisso de esgotar a pauta de votações elaborada consensualmente entre todos os líderes e que vão ao encontro das demandas da sociedade.
Foram votados, em menos de 10 dias, as novas destinações do FPE, endurecidas as punições para crimes de corrupção, ficha limpa para servidores públicos, a lei do simples para advocacia, royalties para educação e saúde, a responsabilização de empresas envolvidas em corrupção e o fim do voto secreto para julgamento de senadores e deputados.
Estamos realizando sessões de votação também às segundas e sextas-feiras de forma a conferir agilidade e objetividade aos anseios expostos pela sociedade.
Nos próximos dias, estaremos votando a lei do passe livre, a extinção foro privilegiado para deputados e senadores, a eliminação da aposentadoria como pena disciplinar de magistrados e promotores condenados por corrupção ou crime, a diminuição da exigência para apresentação de leis de iniciativa popular, recursos para saúde e educação, a carreira de médico que serão contratados e o combate à tortura.
São ações e práticas que a sociedade cobra e espera do Congresso Nacional. Elas não serão, no mérito ou na agilidade, embaçadas ou prejudicadas por quaisquer diversionismos políticos.
Folha de São Paulo
WSCOM Online

terça-feira, 2 de julho de 2013

PALHAÇADA?


REFORMA POLÍTICA

Líderes partidários podem decidir sobre plebiscito na terça-feira da próxima semana

Ficou acertado que os líderes vão se reunir com as respectivas bancadas para se posicionar em relação à convocação do plebiscito

Da Agência Brasil

O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e os líderes partidários marcaram para terça-feira (9) da próxima semana uma reunião para deliberarem sobre fazer ou não o plebiscito sobre a reforma política. Ficou acertado que os líderes vão se reunir com as respectivas bancadas para se posicionar em relação à convocação do plebiscito. Alves pediu aos líderes que apresentem suas propostas relacionadas ao conteúdo das perguntas para a consulta popular.

Os contrários à consulta defenderam a criação de um grupo de trabalho para em 90 dias apresentar um relatório de consenso sobre a reforma política para ser votada pelo Congresso. Na reunião de hoje (2), de acordo com Henrique Alves, a maioria dos líderes se manifestou a favor do plebiscito “por uma margem apertada, mas se manifestou”, disse.

“Eu não quero correr o risco de o plebiscito ser inviabilizado pela materialidade legal, por não ter consensos e que esta Casa perca a oportunidade, mais uma vez, de fazer a reforma política. Mas quero uma carta de seguro. Se o plebiscito se inviabilizar, não vamos deixar esse vácuo de novo”, disse Henrique Alves.

Segundo o presidente da Câmara, se o plebiscito for inviabilizado a outra opção seria a criação de um grupo de trabalho para em 90 dias elaborar uma proposta de reforma política para ser aprovada. “Eu estou apenas criando um paralelo, uma alternativa, um caminho outro para que se o plebiscito não caminhar, nós tenhamos um outro caminho a percorrer que seria o projeto aprovado por esta Casa”.

Henrique Alves destacou que o prazo de 70 dias que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu pode dificultar a aprovação da reforma política. “Vamos ver se se ajusta no tempo e no tema. Se não acontecer, eu não vou deixar esse vazio. Fica muito apertado para valer toda a discussão, até definir itens. Só a questão do voto distrital, misto, puro, cada item tem dois, três subitem. É uma pauta extensa, tecnicamente complicada. Vai ter sim um projeto de reforma, vou lutar por isso todos os dias”.

O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), declarou que não só os partidos de oposição, mas alguns aliados do governo se posicionaram a favor da aprovação da reforma política e de fazer um referendo sobre a matéria no segundo turno das eleições do ano que vem. “Plebiscito é uma forma de golpe, nós queremos que seja respeitado o calendário eleitoral. Tem dificuldade para votar. A reforma é como uma seleção de futebol. Cada cabeça pensa de forma diferente. Daí cada um ter a sua proposta de reforma”, disse Bueno.

O líder do PT, deputado José Guimarães (CE), informou que na semana que vem as lideranças partidárias vão deliberar se fazem o plebiscito ou se criam um grupo de trabalho para elaborar uma proposta de reforma política para ser aprovada. “Vamos deliberar um caminho ou outro: fazer o plebiscito, quando e em que condições de mérito. Alternativa dois, fazemos a reforma política com referendo, ou até colocar o plebiscito em 2014. O que a Câmara está discutindo é ver qual é o melhor caminho, como modular isso é a discussão”, declarou.

Jornal do Comércio

PRIMEIRO DE ABRIL?


Preço do minuto de celular cai 19% no Brasil


Por Agências
Segundo associação que representa operadoras, brasileiros pagam em média R$ 0,16 por minuto de ligação
Rodrigo Petry
SÃO PAULO – O preço médio do minuto da telefonia celular no Brasil caiu 19% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).
Foto: Reuters

No final de março, o preço médio do minuto foi de R$ 0,16, considerando impostos, e R$ 0,11, sem impostos. Em março de 2012, o preço médio, com imposto, era de R$ 0,19.
“A forte competição, aliada aos ganhos de escala, tem sido fator importante para impulsionar a queda dos preços”, afirmou a Telebrasil, por meio de nota à imprensa. No mesmo período, o tempo médio mensal de uso do celular por usuário subiu 13%, passando de 115 minutos para 130 minutos.
Nos últimos cinco anos, a queda do preço do minuto recuou 63% e o tempo médio em minutos em uso do celular subiu 55%, de acordo com a associação.
/ AGÊNCIA ESTADO
Estadão.com

    NÃO SE PODE PROTESTAR?


    Justiça proíbe protestos que bloqueiem rodovias paulistas

    Juiz da 14.ª Vara da Fazenda Pública atendeu a pedido feito pelo governo do Estado. Se o Movimento União Brasil Caminhoneiro descumprir a decisão pagará multa de R$ 20 mil por hora


    Tiago Dantas - O Estado de S. Paulo
    SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo concedeu uma liminar que proíbe o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) de bloquear o tráfego nas rodovias paulistas. A decisão do juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública, atende pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e estabelece multa de R$ 20 mil por hora à associação, em caso de descumprimento.

    Bloqueio na Rodovia Anchieta na tarde de segunda-feira, 1 - Sérgio Castro/AE
    Sérgio Castro/AE
    Bloqueio na Rodovia Anchieta na tarde de segunda-feira, 1
    Estadão.com
    "As paralisações aqui em análise vão além de reles movimento grevista para passar a abarcar a ocupação de rodovias que poderá tomar, pelo incentivo àquelas associadas invariavelmente a esta, proporção não definível com consequências igualmente não passíveis de definição, mas sempre com prejuízos de vulto até mesmo a terceiros", escreveu o juiz, em sua decisão.
    Em nota, o Governo do Estado informou que "reitera seu compromisso com manifestações pacíficas e democráticas, que devem ser asseguradas e respeitadas, mas não podem causar prejuízo aos direitos de toda a população".

    HAJA DESEMPREGADOS!


    Senado aprova exigência de ficha limpa 



    para servidor público


    PEC proíbe nomeação de ficha-suja em cargo efetivo ou comissionado.
    Proposta ainda precisa de duas votações na Câmara para entrar em vigor.

    Felipe NériDo G1, em Brasília

    O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (2) proposta de emenda à Constituição (PEC) que estende as regras da Lei da Ficha Limpa para o serviço público. A proposta impede que brasileiros e estrangeiros em situação de inelegibilidade sejam nomeados para cargo público efetivo (preenchido por concurso) ou exerçam cargo em comissão e função de confiança (ocupado por indicação).
    No primeiro turno, a proposta foi aprovada com 61 votos a favor; e no segundo, com 54 votos favoráveis. Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa passar por outras duas votações na Câmara dos Deputados.
    A Lei da Ficha Limpa, de 2010, considera inelegíveis aqueles que tenham sido condenados em decisão colegiada da Justiça, mesmo que o processo não tenha transitado em julgado (sem possibilidade de recursos). Com a PEC, a mesma norma passa a valer para quem foi aprovado em concurso público e como requisito para quem vai ocupar cargo comissionado ou função de confiança em órgão público da administração pública direta e indireta, em qualquer poder da União, dos estados, municípios ou do Distrito Federal.
    Para ser aprovada, a PEC precisava dos votos de, no mínimo, três quintos dos senadores (49, do total de 81), mesma proporção necessária na Câmara. No Senado, foi aprovado um texto substitutivo (com alterações ao original) que inclui um projeto de autoria do senador Roberto Cavalcanti (PRB/PB) e outro do senador Pedro Taques (PDT-MT).
    Os dois textos tratam do mesmo tema, mas o de Cavalcanti estende a exigência de ficha limpa para os casos de nomeação de cargo efetivo. Já o projeto de Taques propôs a validade da restrição somente para cargos comissionados e função de confiança.

    “A importância dessa PEC é a a defesa da moralidade, da probidade, da honestidade cívica, do dever fundamental de ser honesto. Se você buscar as grandes operações da Polícia Federal, o servidor público de carreira não é mais o investigado, mas sim o comissionado e a função de confiança”, disse Pedro Taques, ao defender a sua proposta.
    A PEC foi incluída na pauta do plenário desta terça após aprovação, na semana passada, de requerimento para ser votada com urgência. A matéria está entre os projetos considerados prioritários pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciados como resposta às manifestações que tomaram as ruas do país nas últimas semanas.

    “Não podemos dizer que não foi [colocado em pauta] na onda das manifestações. As manifestações fazem com que surja no Senado e na Câmara a chamada vontade política”, declarou Taques.
    G1