quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O FANTASMA VOLTOU!!!


Maior seca dos últimos 30 anos transforma cidades da Paraíba em cemitérios a céu aberto

Fazia tempo - pelo menos 30 anos - que os agricultores do semi-árido da Paraíba não sentiam de maneira tão perversa os efeitos de uma seca, a maior das últimas três décadas

O cenário não é inédito: longa estiagem, falta d’água, rios e pastos secos, famílias sem ter o que comer e animais morrendo de fome e sede, sendo deixados para trás, transformando a paisagem num cemitério a céu aberto. Mas, fazia tempo - pelo menos 30 anos - que os agricultores do semiárido da Paraíba não sentiam de maneira tão perversa os efeitos de uma seca, a maior das últimas três décadas.  
No meio de tanta dificuldade, as famílias que vivem diretamente os efeitos da estiagem contam com o apoio do poder público, instituições e até mesmo pessoas físicas que trabalham com ações de combate à seca. Uma dessas pessoas é o padre Djacy Brasileiro, que comanda a paróquia da cidade de Pedra Branca (localizada a 438 km de João Pessoa). Padre Djacy acompanha diariamente o drama de muitos sertanejos e amplia seu grito de socorro por meio de relatos e fotos que posta em redes sociais.
Sem água e capim para dar aos ovinos e bovinos, os pequenos criadores estão vendendo os animais, que perdem valor comercial graças ao baixo peso. Marcos Ferreira mora na zona rural da cidade de Cabaceiras ( localizada 180km de João Pessoa). O municipío conhecido nacionalmente como a 'Roliúde Nordestina', devido os mais de 20 filmes produzidos, como o Auto da Compadecida, tem o menor índice pluviométrico da Paraíba. Na semana passada,  Ferreira vendeu um bovino por R$ 100. Em outra época, com o animal bem alimentado e com peso satisfatório, seu custo poderia chegar a R$ 1.200.
 “Há meses que o mato está completamente seco. A gente anda pelas terras e encontra carcaças de bois e vacas espalhadas por todo canto. Não tem comida pra dá aos animais. O caso está grave”, lamenta Marcos Ferreira. Sem dinheiro para alimentar os animais que ainda restam no pasto seco, os agricultores do semiárido – que compreende 75% do território paraibano – depende do Governo do Estado, que distribui ração aos pequenos produtores. “O Estado distribui, mas não dá. São apenas alguns quilos para cada criador”, informou o padre Djacy. Ele disse que o produto é vendido no comércio das pequenas cidades, mas que é inacessível para a maioria dos pequenos produtores, cuja única fonte de renda que sobrou é do Bolsa Família, programa do Governo Federal.
De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Estado, que coordena o Programa de Distribuição de Ração Animal, já foram distribuídas mais de 10 mil  toneladas de ração animal e até o final deste ano outras nove toneladas serão entregues para 20 mil pequenos agricultores.
Água virou raridade
Para a maioria dos sertanejos paraibanos, água se tornou um produto raro. Tomar banho, lavar as roupas e aguar as plantas se tornaram sonhos que eles esperam um dia realizar. A realidade, hoje, é da busca constante por água para satisfazer necessidades mais imediatas, como beber, cozinhar e matar a sede dos animais.
Cento e nove carros pipas estão atendendo as cidades mais atingidas pela estiagem. A água é aguardada com ansiedade e cada gota é bastante disputada. De acordo com informações do Comitê Integrado de Combate à Seca na Região do Semi-Árido Brasileiro, a distribuição de água potável está sendo feita pelo Exército Brasileiro, com ajuda do Governo do Estado.
Mais de oito mil cisternas de placa (para consumo humano) deverão ser construídas em 72 cidades paraibanas a partir de janeiro de 2013. Conforme o gerente de apoio a programas governamentais do Estado, Luiz Lianza, o processo está em fase de cadastramentos das famílias. “Ao todo serão investidos mais de R$ 15 milhões e os recursos são fruto de uma parceria entre os governados federal e estadual”, acrescentou Lianza.
Bolsa Estiagem
Num período onde cada centavo é necessário para garantir a sobrevivência das famílias atingidas pela seca, os pequenos produtores sofrem com um outro problema grave: a ignorância. De acordo com a delegada federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na Paraíba, Giucélia Figueiredo, 78 mil agricultores dos 195 municípios paraibanos em estado de emergência foram beneficiados com o programa “Bolsa Estiagem”. Entretanto, uma grande parte não foi ao banco sacar o valor.
A delegada fez um apelo para que os beneficiários do programa ‘Bolsa Estiagem’ retirem o dinheiro que está retido na Caixa Econômica Federal. “Cada agricultor cadastrado foi beneficiado com R$ 400, divididos em cinco parcelas e muitos que tiveram as parcelas depositas na Caixa nunca foram retirar o dinheiro”, informou a delegada.  
A par da gravidade da situação vivida em mais de dois terços dos municípios paraibanos, Giucélia Figueiredo disse que o Bolsa Família (e o Bolsa Estiagem) são os únicos meios de sobrevivência que restam a esses agricultores. Para ela, são esses programas que têm permitido que haja tranqüilidade, mesmo diante de um cenário tão desanimador. “Se não fossem esses programas federais já tinha havido saques em supermercados em várias cidades, como já tivemos no passado”, completou.
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RACISMO: UMA VERGONHA


Mulher é detida por injúria racial contra médico negro do Samu na BA


Caso ocorreu na terça-feira (23), em Juazeiro, região norte do estado. Professora foi liberada após pagar fiança no valor de R$ 622.


A professora [PROFESSORA???] de 45 anos Creuzenilda da Silva Lima foi detida na terça-feira (23), na cidade de Juazeiro, região norte da Bahia, suspeita de injúria racial contra um médico do Samu, que é negro. De acordo com o delegado Flávio Martins, titular da 1ª Delegacia, o serviço médico foi acionado para prestar atendimento ao ex-companheiro da mulher.

De acordo com Martins, o médico relatou que, durante o atendimento, foi chamado pela professora de "negrinho metido a besta". O delegado informou que a agressão verbal ocorreu após o médico do Samu solicitar que a mulher se afastasse porque estava atrapalhando o trabalho da equipe. Os dois discutiram e ocorreu a agressão. O médico acionou a Polícia Militar, que prendeu a suspeita em flagrante. "Eu conduzi o paciente até o interior da ambulância para que a gente fizesse o primeiro atendimento, quando a gente estava tentando fazer o acesso venoso nele, ela abriu a porta da ambulância traseira e começou a gritar porque que o paciente ainda estava lá e não tinha sido removido para o hospital. Com isso, eu pedi para que ela fechasse a porta da ambulância para a gente não expor o paciente e poder terminar o procedimento com tranquilidade, foi quando ela disse que eu era um negrinho metido e bateu a porta da viatura", diz Gilberto Barbosa, médico do Samu.

Segundo o delegado Flávio Martins, a professora prestou depoimento e foi liberada após pagamento de fiança no valor de um salário mínimo, R$ 622. "No depoimento ela disse que se desentendeu com o médico, mas não falou que fez essa conotação racial. Ela negou a injúria racial", afirmou o delegado. O médico avalia que a equipe do Samu foi desrespeitada. "A equipe do Samu foi agredida, então isso tem que acabar, já aconteceu uma vez de agressões físicas no Samu. O que acontece é que a gente precisa de mais segurança", defende Gilberto.

Flávio Martins afirmou que a professora responderá ao inquérito em liberdade. O titular da 1ª Delegacia de Juazeiro informou que a pena para o crime de injúria racial pode de um a três anos de prisão em regime fechado. O paciente atendido pelo Samu, segundo o delegado, foi encaminhado para um hospital da cidade e passa bem.
G1
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INDÚSTRIA DA SECA A VISTA


Mais de 100 mil já dependem de carros pipas na Paraíba; 27 açudes estão praticamente secos

Dos 121 açudes monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado(Aesa), 27 estão secos ou quase secos na Paraíba. A estiagem, que castiga quatro das cinco regiões do Estado,  já deixou 22,3% desses reservatórios com, no máximo, 20% de sua capacidade total. Em cinco deles, segundo a Agência, o acumulado é apenas de 5% e a situação é considerada “crítica”.

Municípios inteiros dependem exclusivamente da distribuição de água através de carros pipas. A maioria dos 195 municípios onde foi decretado estado de calamidade pública soma mais de 118 mil pessoas dependendo da distribuição de água feito pelo Exército.
Os mananciais de municípios do Sertão como Teixeira e São José do Sabugi, e da região do Cariri, a exemplo de Ouro Velho, secaram completamente. A população só tem água quando faz fila à espera dos caminhões que se transformam na salvação principalmente para matar a sede e para preparar a comida, que também é escassa.

Em Teixeira, cidade a 320 quilômetros de João Pessoa, que tem uma área de 114,43 e fica na transição entre o Sertão e o Cariri, os 14 mil habitantes da zona rural e urbana estão dependendo do abastecimento de carros pipa. Exército está abastecendo a zona rural e levando água a 6 mil e 206 pessoas. O restante da população do município está recebendo água nos carros-pipa de uma parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado.

Os açudes que abastecem a população de Teixeira, o Bastiana e o São Francisco II, estão praticamente secos. O primeiro deles, que tem capacidade para acumular quase 1,3 milhão de metros cúbicos, está com um volume atual de apenas 38 mil 330 metros cúbicos. Ou seja, 3% da sua capacidade de armazenamento. No caso do açude São Francisco II, a situação é ainda pior. Dos quase 5 milhões de metros cúbicos de capacidade de acúmulo só restam 26,7 mil metros cúbicos. Ou seja, 0,5% do total.

No município de Ouro Velho, no Cariri paraibano, mais de 2 mil pessoas, ou seja quase toda população da cidade, está recebendo água dos carros-pipa do Exército. O açude, que tem o mesmo nome da cidade, tem capacidade de acumular 1,6 milhão de metros cúbicos de água, mas está com apenas 48,2 mil metros cúbicos (2,9%) de sua capacidade de acúmulo de água.

Mas é na cidade de São José do Sabugi que a situação chegou ao limite zero. O açude São José IV que tem capacidade para acumular 554 mil metros cúbicos de água está completamente vazio. O município tem uma população de 4 mil e 98 habitantes e, desse total, 1.431 pessoas estão na zona rural. O abastecimento d’água está sendo feito de carros pipas, patrocinados pela prefeitura e pelo Governo do Estado.

Na maior cidade do Sertão, Patos (com uma população de pouco mais de cem mil habitantes), a população da zona rural também está na dependência dos carros pipas para abastecimento d’água. O município fica às margens da BR 230 e que interliga a Paraíba aos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.

Patos tem um potencial de consumo de mais de um R$ 1 bilhão em 2012 e entrou no mapa das 20 cidades do interior do país com as maiores taxas de consumo. Contudo, os dois mananciais que abastecem o município estão com capacidade considerada crítica, abaixo dos dez por cento. Para suprir as necessidades da população urbana, o abastecimento da cidade está sendo feito do açude de Capoeira, localizado no município vizinho de Santa Terezinha.

De acordo com a técnica da Gerência de Operações de Mananciais da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado, Itamara Mary, o açude está abastecendo exclusivamente a população da cidade de Patos. Está sendo proibida a utilização das águas do açude de Capoeira para a irrigação ou qualquer outra atividade que não seja abastecimento humano.
Ela explicou que isso é necessário para que o açude possa ter condições de levar água para o consumo doméstico em Patos por pelo menos mais 20 meses. “A esperança é de que antes de vir a acontecer um colapso no abastecimento em Patos, as chuvas caiam e os dois açudes da cidade retomem a capacidade de abastecimento”, disse. O açude Capoeira também não está numa situação muito boa. O manancial tem capacidade para 53, 4 milhões de metros cúbicos, mas está com apenas 12,9 milhões – 24,3% da capacidade.

O açude da Farinha, também em Patos, segundo dados mais recentes da Agência Executiva de Gestão das Águas,  tem capacidade para acumular 25,7 milhões de metros cúbicos e possui apenas 2,4 milhões (9,4% de sua capacidade). No açude Jatobá I, a capacidade é de 17,5 milhões de metros cúbicos e tem hoje apenas 1,5 milhão ( 8,7%).
Na zona rural de Patos, segundo o presidente do sindicato rural e secretário de Agricultura do município, Sebastião Lima, 3 mil e 500 pessoas estão recebendo água em quatro carros pipas, um da Prefeitura e três do Governo do Estado. O abastecimento é feito somente de segunda-feira até a sexta-feira. No fim de semana não tem abastecimento d’água.

O número de caminhões pipas não são suficientes, segundo Sebastião Lima e a quantidade de cisternas de placas – cerca de 495 existentes na zona rural – também não são atendem a população nos períodos de estiagem, que são frequentes na região.Os 90 poços artesianos também secaram. “Seria preciso mais cisternas para levar cada uma a cada três famílias, pelo menos”, explicou Sebastião.

O secretário executivo de Infraestrutura do Governo, Carlos Alberto Dantas, informou que o Estado adotou ações complementares em 100 cidades que estão sofrendo com a estiagem. Disse que, nos municípios onde o Exército não está abastecendo, a Prefeitura pode solicitar a parceria do governo estadual, que pode repassar recursos para a contratação de pipeiros. “A Secretaria de Infraestrutura repassa até R$ 45 mil para um período de 90 dias”, informou.

No município de Triunfo, no Sertão do Estado, cerca de 9.220 pessoas estão sofrendo com a falta de água nas torneiras. De acordo com moradores, o nível de água do Açude das Gamelas, responsável pelo abastecimento da região, chegou a um estado alarmante, e há duas semanas os moradores precisam comprar carroças de água ao custo de R$ 12.
Nesta sexta-feira (26), a população realizará uma manifestação pública que sairá do bairro Luiz Gomes de Brito até a unidade da Cagepa.

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PERIGO!


Pesquisa CNT revela que 60% das rodovias paraibanas apresentam riscos aos motoristas


A pesquisa da Confederação Nacional de Transportes, divulgada na tarde desta quarta-feira (24), revelou que 60,6% do estado geral das rodovias da Paraíba apresentam condições regular (30,8%), ruim (23,7%) ou péssima (6,0%). 7,1% da extensão total possui estado considerado ótimo e 32,4%, o maior índice geral, apresenta estado considerado bom. Ao todo, foram analisados 1.663 quilômetros de extensão. Destes, 1.274 federais e 389 estaduais. Desde 1995, a pesquisa CNT de Rodovias faz um levantamento anual das verdadeiras condições das rodovias brasileiras, analisando criteriosamente o estado de conservação e as condições de trafegabilidade de cada uma delas.
A pesquisa ainda constatou que há dois pontos críticos nas rodovias paraibanas: um ponte caída e um buraco grande. Em relação a pavimentação, a pesquisa CNT considerou as estradas como ótimo (48,4%), bom (2,4%), regular (43,8%), ruim (4,2%) e péssimo (1,2%). O diretor de Obras do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Helio Cunha Lima discordou da pesquisa nacional afirmando que mais de 1.500 quilômetros de rodovias estaduais já foram restauradas, faltando apenas 500 quilômetros.
“Os pontos considerados críticos na malha paraibana está mais de 50% concluídos em 1.500 quilômetros a serem restaurados, faltam apenas 500. Viajei a Paraíba inteira e constatei melhoras nas estradas”, salientou Hélio Cunha Lima. Um dos pontos mais críticos no Estado é a PB 066 que liga os municípios de Juripiranga e Itabaiana onde foram realizadas operações Tapa-Buraco, mas foi constatado que não resolve o problema da via. O Governo está em processo de licitação para iniciar a restauração.
“A PB 066 ainda não foi restaurada, porque ela esta em processo de licitação. Fizemos uma operação tapa-buraco, mas comprovamos que não adiantou”, afirmou diretor do DER. Ainda segundo o relatório, a Paraíba precisa de R$ 636,3 milhões para reconstrução (trechos totalmente destruídos - R$ 1.436.000,00); restauração (trechos trincas, buracos, ondulações e afundamentos - R$ 675.000,00); e manutenção (trechos desgastados - R$ 500.000,00) como investimento mínimo necessário para recuperação das rodovias. Já para conservação das rodovias, serão necessários R$ 75,9 milhões.
Pesquisa CNT
A pesquisa da CNT avalia aspectos do pavimento, sinalização e geometria da via de 100% da malha federal pavimentada e das principais rodovias estaduais pavimentadas. Também estão incluídas na pesquisa as rodovias concessionadas. Neste ano, foram pesquisados 95.707 km durante 37 dias, entre 25 de junho e 31 de julho. Os pesquisadores avaliaram aspectos do pavimento, da sinalização e da geometria da via, o que permite a classificação qualitativa dos trechos. Os resultados são apresentados por tipo de gestão (pública ou concedida), por tipo de rodovia (federais ou estaduais), por região e por unidade da Federação. Desse total de 95.707 km, 60.053 (62,7%) apresentam algum tipo de deficiência. Em relação ao pavimento e à sinalização, 43.981 km (45,9%) e 63.410 km (66,2%), respectivamente, apresentam problemas.
Na comparação com os resultados do ano passado, aumentou o percentual geral de rodovias brasileiras com algum tipo de deficiência. Em 2011, o índice foi de 57,4%. Também foi constatado um aumento nos problemas de sinalização, presentes em 66,2% dos trechos avaliados em 2012, enquanto em 2011 o índice foi de 56,9%. Na avaliação do presidente da CNT, senador Clésio Andrade, essa é uma questão que precisa ser solucionada com urgência. “A boa sinalização é fundamental para garantir a maior segurança dos motoristas e passageiros que trafegam pelas rodovias do Brasil. É muito importante investir fortemente para melhorar a sinalização e também para solucionar outros problemas constatados no pavimento e na geometria viária”, afirma.

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CIRCO... FALTOU O PÃO...


São João das prefeituras torra R$ 31 milhões na Paraíba

Em ano de eleição e de seca braba, as prefeituras torraram R$ 31,3 milhões de verbas públicas com festejos juninos. Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado identificou irregularidades graves nos gastos realizados nos 223 municípios. Um caso gritante vem do pequeno município de Várzea, que tem pouco mais de dois mil habitantes. Agora em 2012, a prefeitura gastou R$ 280.558,40 com festejos juninos. Por habitante, a despesa do município foi de R$ 141,64, quase 10 vezes mais que a de Campina Grande, que ficou em R$ 15,65. Nas eleições do último dia 7 de outubro, o prefeito de Várzea, José Ivaldo de Morais (DEM), foi reeleito com 57,16% dos votos.

Pelo levantamento, a prefeitura que gastou mais foi Campina Grande, com uma despesa de R$ 5.721.881,61, o que corresponde a 2,05% do orçamento do município. A prefeitura de João Pessoa vem em seguida, com R$ 2.569.176,85 (0,32% do orçamento municipal). Na terceira posição está a cidade de Patos, que realiza uma das maiores festas juninas do Estado. Os investimentos da prefeitura patoense foram da ordem de R$ 1.703.410,75 (1,52% do orçamento). As despesas das prefeituras com festas juninas serão analisadas com mais detalhes no balancete da prestação de contas de cada município. Mas pelo que já está sendo levantado, os indícios apontam que houve irregularidades na aplicação dos recursos. 

"Tudo leva a crer que a gente tem um forte indício de alguma coisa fora do padrão e que vai merecer uma análise mais profunda da auditoria", afirma Humberto Gurgel, da auditoria do TCE. Dos 223 municípios, apenas Areia, São José de Princesa e São Sebastião do Umbuzeiro não apresentaram gastos com festas juninas, o que também será objeto de apuração da auditoria do Tribunal de Contas do Estado. "É difícil não ter nem que seja uma pequena despesa com festas. Tudo isso vai ser motivo de levantamento nosso", disse o auditor de contas públicas Humberto Gurgel. 

As informações levantadas pelo Tribunal de Contas tiveram como base os empenhos apresentados pelas próprias prefeituras no Sistema Sagres. Foram identificados 4.404 empenhos relacionados a eventos juninos, que somaram R$ 31.312.014,2. Para efeito de análise, a auditoria leva em conta o montante da despesa levantada com festa junina, o percentual da despesa em relação ao orçamento do ano passado e o valor da despesa por habitante. "Em cada um desses itens a gente vai trabalhar junto às divisões para fazer um levantamento mais apurado dessas despesas", destacou Gurgel. 

Jornal da Paraíba
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

COLUNA BOQUEIRÃO


SERÁ CHAMADO DE “DEUS”? (i)

Governo autoriza obras do Canal Acauã-Araçagi. O governador do Ricardo Coutinho assinará a ordem de serviço  para início das obras do Canal Acauã-Araçagi (adutor das vertentes litorâneas). Trata-se da maior obra hídrica dos últimos 30 anos no Estado da Paraíba.

 

SERÁ CHAMADO DE “DEUS”?(ii)

efraim Morais chamou Zé Maranhão de “Deus”, quando esse anunciou a adutora do Sabugi.

Não aprendeu a lição?
Collor paga três funcionários particulares com dinheiro do contribuinte. Um deles cuida dos célebres jardins da Casa da Dinda.

POLÍTICAS AFIRMATIVAS (I)

Dilma assina decreto que regulamenta Lei de Cotas. Decreto deverá detalhar regras e cronograma de implementação do novo sistema de distribuição de vagas no sistema federal de ensino superior.

 


POLÍTICAS AFIRMATIVAS (II)

Dilma vai criar cota para negro no serviço público. Plano deve ser anunciado no final de novembro, quando se comemora o Dia da Consciência Negra.

 



EX-PREFEITA JOANITA

A ex-Prefeita Joanita Leal obteve, segundo informações do TSE, 365 votos para vereadora. Se validados, serão capazes de alterar a composição da Câmara de Boqueirão?

PEDRA ELEGE ALGUÉM?
Domingos agradece votação e anuncia R$ 3 milhões em calçamento. Prefeito anuncia construção de mais de 40 mil metros quadrados de calçamento na cidade.

INSEGURANÇA JURÍDICA (I)
Julgamento do “menslão” no STF atira o país à insegurança jurídica.

INSEGURANÇA JURÍDICA (II)
A condenação do Supremo Tribunal Federal ao ex-ministro José Dirceu, entre outros réus na Ação Penal 470, lança o país à insegurança jurídica e transforma o julgamento do processo conhecido como ‘mensalão’ em uma peça política de fins duvidosos. Este é o consenso a que chegam dois dos mais prestigiados jornalistas brasileiros, de meios de comunicação antagônicos e donos de pontos de vista diversos.

INSEGURANÇA JURÍDICA (III)
Tanto o colunista do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo Jânio de Freitas, quanto o editor do blog Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim, concordam que a falta de provas capitais, suficientes para se atirar uma pessoa às grades, transforma o Judiciário brasileiro em um pântano de incertezas e riscos. A opinião de ambos, no entanto, também é avalizada por consultas realizadas pelo Correio do Brasil a integrantes do Judiciário, entre eles juízes e desembargadores que, para não entrar no foco de um dos processos mais controversos da história brasileira, preferem guardar anonimato.

INSEGURANÇA JURÍDICA (IV)
Todos concordam, no entanto, que permanece a sensação de que a mais alta Corte de Justiça do país foi injusta, sectária e exerceu o seu papel distanciada das provas contidas nos autos.

INSEGURANÇA JURÍDICA (V)
Em artigo publicado nesta quinta-feira, nas edições impressa e online da Folha, Jânio de Freitas afirma, categoricamente, que “as deduções em excesso para fundamentar votos, por falta de elementos objetivos, deixaram em várias argumentações um ar de meias verdades. Muito insatisfatório, quando se trata de processo penal, em que está implícita a possível destinação de uma pessoa à prisão”. Ainda segundo o articulista, “o ar de meias verdades que o Supremo esparge, a par de verdades provadas, volta ao seu plenário em alguma medida desagradável.

INSEGURANÇA JURÍDICA (VI)
O ministro Celso de Mello quis dar-lhe resposta técnica, como longo preâmbulo a seu curto voto condenatório. Não disponho de juristas alemães a citar também, nem me valeria de uma daquelas locuções romanas disponíveis nos bons dicionários. Logo, não ousaria contestar os doutos da corte suprema. Mas todos os mal preparados podem saber que a atribuição do valor de provas ao que seria, no máximo, indício significa nem mais nem menos do que falta de prova”.

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sábado, 13 de outubro de 2012

COLUNA BOQUEIRÃO


 “TERCEIRA FORÇA” (I)
Passado o processo eleitoral de 2012 em Boqueirão, a impressão que ficou é que a “terceira força” serviu, tão somente, para viabilizar a candidatura de figuras da política local que não seriam candidatos e não se elegeriam mais atrelados aos grupos tradicionais.

“TERCEIRA FORÇA” (II)
Sacrificou a candidatura de João Fernandes, uma vez que muitos dos seus idealizadores/apoiadores serviram a outras candidaturas postas.

MOTOCICLETAS DO SAMU
Tribunal de Contas da União aponta irregularidades em compra de motocicletas do SAMU. Até para salvar vidas roubam?

EVOLUIU?
Aparelho ortodôntico substitui dentadura em compra de votos.

QUAL É A NOVIDADE?
Corregedor do CNJ revela que juízes da Paraíba só ficam na comarca nas terças e quartas-feiras.

ELEIÇÕES 2012 (I)
O eleitor foi implacável onde havia sinais de enriquecimento. Em muitos municípios brasileiros, o eleitor não suportou ver “figurões” ligados ao poder local exibindo sinais de enriquecimento. Será que aqui está virando a China. Os chineses não perdoam quem enriquece usando e abusando do poder.

ELEIÇÕES 2012 (II)
O eleitor também não foi conivente com situações em que secretários municipais se consideravam os detentores do poder e donos da coisa pública.

ELEIÇÕES 2012 (III)
Fica a impressão de que o eleitor não perdoa ameaça. Não adiantou dizer que ia cortar o Bolsa Família e outros benefícios. No Brasil inteiro, muitos resultados foram surpreendentes.

CAÇA ÀS BRUXAS (I)
Em janeiro de 2013, onde houve mudança de comando teremos a famosa caça às bruxas.

CAÇA ÀS BRUXAS (II)
Servidores contratados e comissionados já começam a se preparar para deixar os postos de trabalho. Até quando teremos essas incertezas no Brasil?

PROBLEMA A VISTA
Servidores endividados com empréstimos, ao serem dispensados, sofrerão muito para quitá-los.

O MUNDO DAS ADESÕES (I)
Daqui para janeiro de 2013, teremos muitas adesões aos grupos governistas. Vereadores, cujos candidatos a prefeito não obtiveram êxito, deverão se compor com a situação.

O MUNDO DAS ADESÕES (II)
Muitos vereadores não sabem militar na oposição. Logo, o caminho e “cair nos braços” do prefeito.

O MUNDO DAS ADESÕES (III)
Alguns parlamentares se mantêm junto ao eleitorado distribuindo as benesses do poder. Assim, não conseguem trabalhar se não tiverem o “apoio” do prefeito. Um prejuízo para o eleitor. O papel do vereador é fiscalizar e não distribuir benefícios.

CENÁRIO PARA 2013 (I)
Boqueirão entra 2013 com um cenário de obras inacabadas, a exemplo do Hospital Municipal; setor de saúde com falta de profissionais, educação necessitando de reformas urgentes, dívidas com INSS, FGTS, CAGEPA e ENERGISA. O cenário não ajuda...

CENÁRIO PARA 2013 (II)
O Iraque e o Afeganistão estão por aqui. Kandahar está de volta ou nunca desapareceu? Cabul voltou ou sempre esteve aqui?

CEM DIAS EM BOQUEIRÃO
Nos primeiros cem dias de 2013, o novo gestor deverá mostrar o caminho que Boqueirão deverá tomar.

NOVA ERA (I)
Vivemos nos tempos do “eleitor consumidor”. O gestor precisa dar respostas às demandas da sociedade. Quem não responde, ao final dos quatro anos é “punido”.

NOVA ERA (II)
Saúde, educação, transporte, política salarial, conselhos municipais, meio ambiente, cultura, lazer, emprego e renda, mobilidade urbana, segurança, transparência pública. Tudo precisa funcionar. O “eleitor consumidor” está de olho bem aberto.

PARA CANTAR...
Quando fevereiro chegar/Saudade já não mata a gente/A chama continua no ar...

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