sábado, 13 de outubro de 2012

TEM PREFEITO E “PREFEITO”....


Prefeito é investigado por morte e propina


A Polícia Civil investiga a morte de André da Silva Conceição, conhecido como Andrezinho, assassinado no dia 12 de maio de 2011 com dois tiros na frente de própria casa, em Japeri, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Ele seria adversário político do atual prefeito e candidato à reeleição pelo PSD, Ivaldo dos Santos, o Timor. Cinco pessoas estão presas acusadas de ligação com a morte. Entre elas, três secretários municipais.
Reportagem exclusiva do Bom Dia Brasil (veja o vídeo acima) mostra que as investigações tiveram início no ano passado. A polícia tem convicção do envolvimento do prefeito no crime. "A investigação está bem conduzida nesse sentido de que o prefeito Timor é um possível mandante do crime. Todos estão presos, denunciados, com exceção do prefeito”, afirma o delegado Carlos Augusto da Silva.
A equipe de reportagem esteve na prefeitura de Japeri, mas não foi recebida pelo prefeito. Por telefone, o advogado disse que Timor não vai falar sobre as denúncias. "No momento não tem o que se pronunciar nesse sentido. Porque os fatos são absolutamente estranhos a ele", afirmou. Com foro privilegiado, o prefeito só pode ser indiciado depois de uma requisição do procurador-geral de Justiça. O inquérito foi enviado a ele no dia 26 de julho.
Banca de sorvete
Imagens obtidas pela polícia mostram funcionários da prefeitura recolhendo a banquinha de sorvete que pertencia à vítima. O comerciante André da Silva Conceição, pai de três filhas e adversário político do prefeito, reclama da ação e diz que Timor não gosta dele. "Ele falou que me odeia. Cheio de buraco na cidade para tampar, parou a cidade por causa do Andrezinho", diz na gravação. "Minha mãe está com medo de ele me matar, minha mãe passou a noite chorando", completa.
Propina
O prefeito Timor gravou imagens de uma reunião em que entrega maços de notas de dinheiro para dois vereadores do PSB: o presidente da Câmara Municipal, Zé Ademar, e Valter de Macedo, o Val. A câmera foi colocada de modo a não mostrar o rosto da pessoa que entrega o dinheiro aos dois vereadores, mas ela fica ligada até o momento em que o prefeito leva um dos vereadores até a porta, quando é possível ver o rosto de Ivaldo dos Santos.As imagens, gravadas em março de 2011, foram periciadas pela polícia e consideradas autênticas.
Segundo o delegado Carlos Augusto da Silva, o dinheiro teria sido entregue em troca de apoio ao prefeito. "Pela análise do conteúdo dos diálogos, tudo leva crer que se trata de pagamento de propina em troca de apoio político", afirma. Naquela época, os dois vereadores estavam ameaçando fazer uma aliança com a oposição. A polícia acredita que, depois de reconquistar o apoio dos dois vereadores, o grupo do prefeito decidiu matar Andrezinho.
Assassinato
Imagens do dia do crime, 12 de maio de 2011, mostram Andrezinho em seu restaurante. Ele havia instalado câmeras de vigilância no estabelecimento para aumentar a segurança. Com o comércio já fechado, um homem identificado Sidnei Coutinho, que na época era secretário municipal de Assistência Social de Japeri, chega ao local. Segundo as investigações, Coutinho foi até o banheiro e informou, pelo celular, o momento em que a vítima iria embora e as roupas que estava vestindo. Pouco antes das 21h, Andrezinho saiu do restaurante. Ele foi assassinado de joelhos, com dois tiros, na frente da própria casa. O atirador ainda levou alguns objetos para simular um assalto. As investigações, no entanto, apontaram a motivação política do crime.
Prisões
Dois meses depois, a polícia prendeu o homem que seria o assassino. Tiago Rosa da Silva, o TH, é gerente do tráfico em um dos bairros de Japeri. A chave da investigação, no entanto, foi a prisão de Ítalo Gomes Nery, o Dudu. Ele era motorista da prefeitura de Japeri e, segundo a polícia, foi quem contratou o atirador e o levou até a casa de Andrezinho. Dudu apontou ainda um dos mandantes do crime: Seny Júnior, ex-secretário de governo de Japeri.
Em um cofre na casa de Seny Júnior os investigadores acharam o pen drive com as imagens do prefeito entregando dinheiro aos vereadores. "Como nós apreendemos esse pen drive, ele se mostrou bastante nervoso, inclusive temeroso por sua vida, dizendo que se o segredo ali fosse revelado ele seria um homem morto", apontou o delegado.
Seny Júnior foi preso no último dia 22 de junho. No dia seguinte, a polícia prendeu outro secretário municipal: Cláudio Vieira, tio do prefeito Timor, que emprestou o carro usado no crime. Mesmo na cadeia, ele ainda é secretário em Japeri.
No dia 8 de agosto, foi preso o terceiro secretário: Sidnei Coutinho, o homem que aparece nas imagens do restaurante no dia do crime. Os cinco presos foram denunciados pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e já tiveram um habeas corpus negado pela Justiça. Além do prefeito, a equipe de reportagem também procurou os vereadores que receberam o dinheiro, mas nenhum deles estava na Câmara Municipal.

G1

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ABENÇOADOS!


No Rio, 77% dos prefeitos candidatos à reeleição enriqueceram

Recordista durante o mandato foi o prefeito de Sumidouro, que aumentou o patrimônio em 2.500%
RIO - Dos 54 prefeitos candidatos à reeleição no Estado do Rio, 42 ficaram mais ricos durante o último mandato. O aumento do poder aquisitivo dos políticos fica mais claro quando a totalidade do patrimônio é posta em cima da mesa. Segundo levantamento do GLOBO com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 2008 a 2012, o montante de bens dos prefeitos passou de R$ 23,2 milhões para R$ 37,4 milhões, um avanço de 60%.

O recordista de evolução patrimonial, em números percentuais, foi Juarez Corguinha (PMDB), prefeito de Sumidouro, na Região Serrana. Em 2008, ele declarou R$ 12.855,35. Quatro anos depois, seu patrimônio chegou a R$ 330.889,08, uma evolução de 2.500%. Entre as duas declarações, somente duas novidades: R$ 200 mil em espécie e R$ 96.879,18 em uma conta no Banco do Brasil. Levando em conta que, de acordo com a assessoria da prefeitura, o salário do prefeito é de R$ 12 mil, ele precisaria ter economizado metade de seu rendimento todos os meses para acumular seu patrimônio atual. Segundo Juarez, tudo não passou de um mal entendido.

— Não tenho tanto dinheiro assim. Com certeza, foi o contador que fez confusão — argumentou o prefeito, que, por conta da reportagem, enviou um documento ao TSE pedindo a retificação de seu patrimônio. Segundo Juarez, seu patrimônio atual é de R$ 148 mil. — Moro na casa do meu sogro, por isso não pago aluguel, conta de luz e de água. Uso o carro da prefeitura e não gasto com gasolina. Além disso, antes de ser prefeito, era funcionário do INSS e ganhava só R$ 2 mil por mês. Não tinha nem dinheiro para ir de Sumidouro a Friburgo. Minha vida é simples, na roça. Quando tenho que ir pro Rio de Janeiro, sou eu mesmo que vou dirigindo. E nem vou à churrascaria - garante.

O segundo colocado no ranking teve menos tempo à frente da prefeitura, mas conseguiu valorizar seu patrimônio em 13 vezes. Amaro Fernandes (PRB) foi eleito, em Carapebus, no Norte Fluminense, em fevereiro de 2010, após o ex-prefeito Eduardo Cordeiro (PT) ter suas contas rejeitadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e sua candidatura cassada. Para as eleições de 2008, quando se candidatou à prefeitura e perdeu, sua declaração somava R$ 61,4 mil. Este ano, Amaro declarou terrenos em Macaé e Carapebus no valor de R$ 630 mil e o total de seu patrimônio chega a R$ 817 mil. O motivo desse avanço?

— Com certeza, é um erro do TSE. Já tenho essas terras desde 2005, antes de ser prefeito. Meu salário é de R$ 9 mil, quase o mesmo de antes da minha vida política, quando era comerciante. Não mudou nada na minha vida — alega Amaro. Ao contrário do que foi informado, o prefeito de Natividade candidato à reeleição, Taninho (PSD, teve uma evolução patrimonial de 151% e não de 454%. De acordo com dados do TSE, seu patrimônio evoluiu de R$ 118.964,32 para R$ 299.481,42.

Cientista alerta para políticos profissionais
Geralmente associada a práticas ilícitas, a ascensão econômica dos políticos pode ser explicada por uma série de razões, que variam de acordo com o município e o político. Para a cientista política e professora do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da (Iesp-Uerj, Argelina Cheibub, o salário de prefeito, principalmente em cidades pequenas e sem pujança econômica, pode mudar a vida de um prefeito eleito pela primeira vez.

— Nem sempre o avanço patrimonial é relacionado com casos de corrupção e desvio de verbas públicas. Isso até pode ocorrer, mas o que podemos perceber é que a maioria dos prefeitos do estado, principalmente o de cidades pequenas, não vem de classes altas e acabam encarando a política como profissão, por conta dos bons salários — explica a professora, que considera importante um debate sobre o salário dos políticos. — Por conta da proximidade entre o prefeito e a câmara, muitos políticos de cidades menores ganham quase o mesmo que políticos de grandes metrópoles, que tem funções bem mais complexas.

Há ainda dois candidatos, Andinho (PMDB), de Arraial do Cabo, e Arlei Rosa (PMDB), de Teresópolis, que não declararam bens em 2008 e, agora, possuem R$ 181.593,37 e R$ 541.631,85, respectivamente. Enquanto Andinho permaneceu no mandato nos últimos quatro anos, Arlei Rosa era presidente da Câmara de Vereadores da cidade e só assumiu a prefeitura em agosto de 2011, após o afastamento do então prefeito Jorge Mário (sem partido) por suspeita de desviar as verbas de recuperação de Teresópolis, após as chuvas de janeiro de 2011. O único candidato à reeleição que não declarou bens em nenhuma das duas eleições foi Valdeir de Jesus (PSB), de Iguaba Grande.

Valor de mercado
Contudo, nem todos os candidatos à reeleição tiveram vida financeira fácil no último mandato. Ao todo, 11 prefeitos declararam menos este ano do que em 2008. O político que mais perdeu, em números totais, foi Evandro Capixaba (PSD), de Mangaratiba: R$ 470 mil, sendo que o político só assumiu a prefeitura em março de 2011, após a realização de novas eleições por conta da cassação do ex-prefeito Aarão de Moura Brito Neto (PMDB) por abuso de poder político.

Na comparação entre as declarações, duas mudanças saltam aos olhos: um imóvel rural de R$ 200 mil em Itacuruçá, fora da lista deste ano, e uma casa avaliada em R$ 71 mil em Mangaratiba, que, em 2008, foi declarada no valor de R$ 200 mil. Procurada para esclarecer o que ocorreu, a assessoria do prefeito alegou que o imóvel de Itacuruçá foi doado para o filho do candidato. Já a mudança de valores da casa foi justificada pelos critérios utilizados pelo político para declarar seus bens: em 2008, ele “optou por arbitrar o valor de mercado de seus bens” e, em 2012, o valor passou a reproduzir sua declaração de Imposto de Renda.


O Globo

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LIMPEZA NECESSÁRIA


'Eu quero entrar na Câmara para fazer uma limpeza', diz gari eleito em MG

 

Zé Gamela foi o candidato a vereador mais votado de Coromandel. Segundo ele, e a população, os votos obtidos não foram de protesto.

Em cima de uma bicicleta emprestada o gari José dos Reis Souto, mais conhecido como “Zé Gamela”, suou a camisa pedalando durante o período eleitoral. E foi devido a esse esforço que ele foi o vereador eleito com mais votos em Coromandel, no Alto Paranaíba. E ele afirmou que não foi voto de protesto. “Foi de confiança, pois todo mundo gosta de mim. Acho que esse foi o pensamento do povo”, ressaltou.

O gari teve 1.430 votos, 151 a mais que o segundo colocado. Na bicicleta emprestada ele levou uma caixa de som que divulgou a música do candidato, conhecida como jingle, e as propostas de trabalho. De acordo com ele, o custo de toda campanha eleitoral foi de R$ 1.400. “Meu primo emprestou a bicicleta para eu trabalhar e não gastei com mais nada, nem combustível. Aliás, a gasolina foram as minhas pernas para eu ficar em forma”, disse o gari. O slogan da campanha usado pelo candidato foi “Não jogue seu voto pela janela. Vote no Zé Gamela para não faltar nada na sua panela”.

Segundo o vereador eleito, a principal preocupação quando assumir o cargo será a saúde e disse que buscará empresas para gerar novos empregos. “Uma indústria de reciclagem, por exemplo, que é a minha área de trabalho. Falei isso durante toda a minha campanha e quero uma usina de reciclagem de lixo em Coromandel”, afirmou. Por onde o Zé Gamela passa ele é recebido com carinho e respeito pelos moradores. “Esse moço trabalhou muito aqui na minha rua. Tem oito anos que ele colhe o lixo daqui”, disse a aposentada Maria Rosa da Silveira.

Questionado se esperava tantos votos, ele disse: “Eu imaginava que seria bem eleito, mas não com essa quantidade. A população deu seu voto de confiança para mim. Fiquei até emocionado e não comprei nenhum voto. Foi tudo amizade do povão”, comentou.
A mulher do vereador eleito, Nisia Caetano Souto, garantiu que ficará de olho na atuação do marido no Legislativo. “Vou fiscalizar para ele não decepcionar as pessoas que confiaram nele”, frisou.

Quando assumir o cargo no dia 1º de janeiro, Gamela terá direito a um assessor e ele mostra-se entendido da lei ao dizer que não vai beneficiar os parentes. “Tem a minha esposa e os filhos que têm capacidade, mas não vou colocar porque é proibido. Então, tem 1.430 pessoas que acreditaram em mim e eu vou escolher um desses”, acrescentou. Os eleitores do município esperam que Zé Gamela mantenha o espírito de limpeza que ele vem fazendo há 25 anos na cidade. “Eu espero que ele faça uma faxina na política, conforme ele fazia na nossa cidade quando era gari”, contou o comerciante Eures Machado.

E por falar em limpeza, o vereador eleito disse: “De limpeza eu entendo. Eu quero entrar na Câmara Municipal para fazer uma limpeza também porque eu quero Coromandel limpo”, avisou. E a moradora de Coromandel, Bárbara Braga Alvarenga, acredita que ele fará essa limpeza. “Eu creio que ele não vai deixar nenhuma sujeira lá”, concluiu

G1

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DESVALORIZAÇÃO!


Piso nacional de professor terá reajuste menor em 2013

O reajuste do piso nacional do professor deverá ficar abaixo de 10% em 2013, menos da metade dos 21% previstos no início deste ano. O número está sendo finalizado pelos ministérios da Fazenda e da Educação e é usado para corrigir o salário dos docentes da rede pública que lecionam do ensino infantil ao médio. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Com o baixo crescimento da economia brasileira, técnicos do governo admitem que a correção pode ser inferior aos 7,86% registrados em 2010 - o menor desde a definição do piso nacional, há quatro anos. A queda foi comunicada informalmente a alguns secretários de Educação e reacendeu o debate sobre mudanças na fórmula do reajuste. Atualmente, nenhum professor de escola pública pode ganhar menos do que R$ 1.451 mensais para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. O Ministério da Educação (MEC) afirmou, em nota, que a reestimativa de recursos do fundo só é definida no final do ano. "Portanto, qualquer avaliação sobre o volume de reajuste, ou de eventual mudança na fórmula, é precipitada".

Terra

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DESVALORIZAÇÃO!


Professor do ensino fundamental no País é um dos mais mal pagos do mundo


Professores brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários de sua categoria em todo o mundo e recebem uma renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. É o que mostram levantamentos realizados por economistas, por agências da ONU, Banco Mundial e Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Prestes a comemorar o Dia Internacional do Professor, amanhã, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou um alerta, apontando que a profissão em vários países emergentes está sob "forte ameaça" diante dos salários baixos.
Num estudo realizado pelo banco UBS em 2011, economistas constataram que um professor do ensino fundamental em São Paulo ganha, em média, US$ 10,6 mil por ano. O valor é apenas 10% do que ganha um professor nesta mesma fase na Suíça, onde o salário médio dessa categoria em Zurique seria de US$ 104,6 mil por ano (mais informações nesta página). Numa lista de 73 cidades, apenas 17 registraram salários inferiores aos de São Paulo, entre elas Nairobi, Lima, Mumbai e Cairo. Em praticamente toda a Europa, Estados Unidos e Japão, os salários são pelo menos cinco vezes superiores ao de um professor do ensino fundamental em São Paulo.
Guy Ryder, o novo diretor-geral da OIT, emitiu um comunicado ontem no qual apela para que governos adotem estratégias para motivar pessoas a se tornarem professores. Sua avaliação é de que, com salários baixos, a profissão não atrai gente qualificada. O resultado é a manutenção de sistemas de educação de baixo nível. "Muitos não consideram dar aulas como uma profissão com atrativos", disse. Para Ryder, a educação deve ser vista por governos como "um dos pilares do crescimento econômico".
Outro estudo - liderado pela própria OIT e pela Unesco (órgão da ONU para educação, ciência e cultura) e realizado com base em dados do final da década passada - revelou que professores que começam a carreira no Brasil têm salários bem abaixo de uma lista de 38 países, da qual apenas Peru e Indonésia pagam menos. O salário anual médio de um professor em início de carreira no País chegava a apenas US$ 4,8 mil. Na Alemanha, esse valor era de US$ 30 mil por ano.
Em um terceiro levantamento, a OCDE apontou que salários de 2009 no grupo de países ricos tinham uma média de US$ 39 mil por ano no caso de professores do ensino fundamental com 15 anos de experiência. O Brasil foi um dos poucos a não fornecer os dados para o estudo da OCDE. Médio. Numa comparação com a renda média nacional, os salários dos professores do ensino fundamental também estão abaixo da média do País. De acordo com o Banco Mundial, o PIB per capita nacional chegou em 2011 a US$ 11,6 mil por ano. O valor é US$ 1 mil a mais que a renda de um professor, segundo os dados do UBS.
Já a OCDE alerta que professores do ensino fundamental em países desenvolvidos recebem por ano uma renda 17% superior ao salário médio de seus países, como forma de incentivar a profissão. Na Coreia do Sul, os salários médios de professores são 121% superiores à média nacional. O Fórum Econômico Mundial apontou recentemente a Coreia como uma das economias mais dinâmicas do mundo e atribuiu a valorização da educação como um dos fatores que transformaram uma sociedade rural em uma das mais inovadoras no século 21.

(O Estadão)

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PROFISSÃO EM EXTINÇÃO?


Apenas 2% dos jovens paraibanos querem ser professores

"Alguém aqui pensa em ser professor?". O silêncio foi sepulcral na turma de 45 alunos do 3º ano, sala 37, do Lyceu Paraibano, em João Pessoa. A reportagem fez a pergunta a 181 estudantes que se preparam para o vestibular em duas escolas da Capital, uma pública e outra privada. Seis disseram que gostariam de seguir a carreira docente, mas só quatro (2,2%) gostariam de ser professores da educação básica. Os outros dois se interessavam pelo ensino superior, ou seja, a opção no vestibular passaria longe de Pedagogia e cursos de licenciatura. 
Essa realidade já foi discutida em uma pesquisa feita em 2009, pela Fundação Victor Civita (FCV), que ouviu concluintes do ensino médio das cinco regiões do País e atestou que apenas 2% queriam  a profissão. A falta de atrativo deve-se, entre outros pontos, às más condições de trabalho e aos baixos salários, que fazem com que docentes, na Paraíba, tenham até cinco vínculos de emprego com múltiplas jornadas de trabalho, segundo o Censo 2011 da Educação Básica. 
Na véspera do Dia do Professor fica a previsão dramática do presidente da Associação dos Professores de Licenciatura Plena (APLP), Francisco Fernandes: "Se em 10 anos a desvalorização da carreira e a política de péssimos salários continuarem, a procura pela profissão será zero".
Correio da Paraíba

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

COLUNA BOQUEIRÃO


QUER ENGANAR A QUEM?

'Acordos políticos em meu governo não envolviam dinheiro', diz Fernando Henrique Cardoso.

BANCADA DE JOÃO FERNANDES
Será que a bancada de vereadores eleita na chapa encabeçada por João Fernandes chega unida à Câmara em 1º de janeiro de 2013?
EXPECTATIVAS (I)
O eleitorado criou muitas expectativas em torno da eleição dos novos prefeitos. Muitos eleitos não sabem o que vão encontrar nas prefeituras que assumirão.
EXPECTATIVAS (II)
Prefeitos eleitos encontrarão prefeituras endividadas com o INSS, FGTS, CAGEPA, ENERGISA, fornecedores etc.
EXPECTATIVAS (III)
Um grande problema a ser enfrentado pelos novos gestores será o caos da saúde. PSF sem médico, escolas sucateadas, falta de infraestrutura nas cidades, bem como recursos limitados para investimentos.
EXPECTATIVAS (IV)
Um problema a ser enfrentado pelos gestores municipais será a falta de médicos. Faltam profissionais para atender a demanda requerida pela saúde no interior.
EXPECTATIVAS (V)
Para administrar bem, os novos gestores terão de estabelecer um diálogo constante com a sociedade. Complicou, pois muitos eleitos têm práticas antidemocráticas e não se submetem a ouvir as demandas do povo.
PROFESSORAS OU [...]? (I)
Professoras de Campos usaram dinheiro da merenda para viagem e churrasco.
PROFESSORAS OU [...]? (II)
Tribunal de Contas do Estado condenou diretora e adjunta de escola no Norte Fluminense a devolver R$ 137 mil usados ilegalmente. Verba pagou ainda táxis, planos de saúde e celular
BOQUEIRÃO TAMBÉM
Lixo eleitoral transforma ruas de São Paulo em 'mar de santinhos'.
BOQUEIRÃO FOI “UM... MIL”
Prefeito é eleito por diferença de um voto em cidade do Agreste da Paraíba.

APENAS DOIS?
Dois vereadores são presos suspeitos de compra de votos na Paraíba. Políticos foram presos com produtos, dinheiro e documentos de eleitores.

O BRASIL GOSTA DE CORRUPÇÃO?
Peso do mensalão nesta eleição foi próximo de zero. O professor de filosofia da Unicamp e pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) Marcos Nobre, afirma que o julgamento do mensalão no STF teve influência "próxima do zero" nas eleições municipais deste ano.
dunga saiu derrotado das urnas?
O ex-deputado Carlos Dunga saiu derrotado das eleições 2012. Perdeu Boqueirão e Alcantil.

DUNGA EM STAND BY (I)
A vitória de João Paulo Segundo coloca o grupo Dunga na “geladeira” por quatro anos. Ou será oito?

DUNGA EM STAND BY (II)
A oposição de Boqueirão estabeleceu uma maioria de 1.241 votos. É para se refletir.

O PROJETO...
O projeto não deu certo?

PRESIDÊNCIA DA CÂMARA (I)
Se o critério para presidir a Câmara Municipal fosse a maior votação; Edilson do Tomate (705 votos) seria o presidente em Boqueirão.

PRESIDÊNCIA DA CÂMARA (II)
Em tese, a oposição teria sete vereadores. Como até primeiro de janeiro muitas coisas mudarão; é esperar para ver.

O POVO CANSOU...
Alguém perdeu.

O POVO CANSOU, TAMBÉM...
De ver enriquecimento se causa?

PARA CANTAR...
Eu voltei/Mande a tristeza embora/Tá mais do que na hora/Da gente ser feliz...

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